Talento de artista plástico foi descoberto na infância
Escrito por
Redação
producaodiario@svm.com.br
Legenda:
Foto:
Na cidade de Icó, outro artista, Biro Biro, se destaca na pintura. O talento, diz que herdou do pai, ainda criança
Icó. Artista plástico por vocação e pintor de painéis comerciais por profissão para o sustento da família. Assim, Ariston Gledson Moreira Borges, conhecido por Biro Biro, conquistou espaço e clientela, nesta cidade, no Centro-Sul. Seus trabalhos, quadros, retratos, banners, maquetes de sobrados e igrejas ganharam divulgação e estão espalhados nas residências, em fachadas de lojas e em exposição permanente no Centro Dragão do Mar, em Fortaleza. O dom nasceu ainda na infância.
O ateliê, localizado no centro histórico de Icó, em meio a sobrados e igrejas antigas e casario, é dividido com um sócio, Fábio Júnior Teodósio Nunes, está sempre cheio de encomendas. A unidade de artes começou há oito anos e dá sinais, em face da versatilidade dos produtos que oferece ao público, de que terá vida longa. Para Biro Biro, só a pintura de quadros em seus diversos gêneros não permite ao artista sobreviver no Interior. "O público que aprecia arte no sertão é muito limitado, por isso, só pinto quadros por encomendas. É preciso buscar alternativas e encontrei na pintura comercial e na profissão de professor o meio de sobrevivência com dignidade".
O nome artístico vem de um apelido do tempo de adolescência, quando usava cabelo louro, cacheado e comprido, semelhante ao então jogador, Antonio José da Silva Filho, o Biro Biro, atacante do Corinthians, que obteve muito prestígio e sucesso na década de 1980.
O tempo passou, mas o apelido permaneceu. E foi na adolescência que Biro Biro descobriu que tinha talento e levava jeito para a pintura. "Na infância, pintava os heróis das histórias em quadrinhos, Capitão América, Pato Donald, Pateta. Fazia tudo por prazer, por brincadeira". Não tardou para os colegas e até os professores perceberem o dom artístico e a facilidade que Biro Biro desenhava e pintava, com lápis de cores, giz de cera e pincéis. "A professora Ana Gondim cuidava da biblioteca municipal e dava lápis, pincel, papel e deixava a gente pintar a vontade", disse. "Mesmo sem noções técnicas, fui aperfeiçoando o meu traço".
No Teatro da Ribeira dos Icós surgiu a oportunidade de aulas de desenho artístico. Lá estava o adolescente, Biro Biro, todas as terças e sextas-feiras. Na escola de Ensino Fundamental Vivina Monteiro, Biro-Biro era disputado pelos colegas e corpo docente. "Na verdade, eu era explorado e a turma pedia para eu fazer cartazes, capas de trabalho, desenho de corpo humano, acidente geográfico. Era sobrecarregado, mas recebia muitos elogios". O gosto pela pintura cresceu e ele começou a fazer pinturas de quadros, tendo as paisagens e natureza morta como principais motivos. Dividia a tela com os estudos. Concluiu o curso Técnico Agrícola, na Escola Agrotécnica Federal de Souza (PB). "Era o pintor da escola, mas não recebia nada por isso". Depois, concluiu Licenciatura em Português, pela Universidade Vale do Acaraú (UVA).
Aperfeiçoamento
Biro Biro sempre procurou aperfeiçoamento para a arte de pintura. "Na região, a oferta de cursos técnicos é reduzida, mas os que apareceram procurei fazer". O artista coleciona vários certificados e recorda de alguns, ofertados pela unidade do Senac, em Iguatu, pela Secretaria da Cultura do Estado e dos professores, Ivone Carvalho e o português, Raul Felisberto.
"Meu sonho é fazer um curso de Belas Artes". Ele defende com rigor a formação técnica e acadêmica. "Não basta ter apenas vocação, talento, é preciso aperfeiçoar o dom artístico". Atualmente, é professor de arte no projeto AABB-Comunidade e foi selecionado para ser monitor do Programa ProJovem. O dom artístico tem como legado e inspiração o trabalho do pai, Francisco Borges, conhecido por Messias, marceneiro, que fazia móveis para as famílias da Ribeira dos Icós. "Fez o altar da Igreja Matriz e vários oratórios, que estão espalhados por aí". Lembra que veio do pai a inspiração para a confecção de maquetes de sobrados e do casario histórico de Icó. Várias dessas peças estão em exposição permanente no Dragão do Mar.
MAIS INFORMAÇÕES
Ateliê de Artes
Cidade de Icó
Rua General Piragibe, 2136
(88) 3561. 2409 e (88) 9242. 2331
Icó. Artista plástico por vocação e pintor de painéis comerciais por profissão para o sustento da família. Assim, Ariston Gledson Moreira Borges, conhecido por Biro Biro, conquistou espaço e clientela, nesta cidade, no Centro-Sul. Seus trabalhos, quadros, retratos, banners, maquetes de sobrados e igrejas ganharam divulgação e estão espalhados nas residências, em fachadas de lojas e em exposição permanente no Centro Dragão do Mar, em Fortaleza. O dom nasceu ainda na infância.
O ateliê, localizado no centro histórico de Icó, em meio a sobrados e igrejas antigas e casario, é dividido com um sócio, Fábio Júnior Teodósio Nunes, está sempre cheio de encomendas. A unidade de artes começou há oito anos e dá sinais, em face da versatilidade dos produtos que oferece ao público, de que terá vida longa. Para Biro Biro, só a pintura de quadros em seus diversos gêneros não permite ao artista sobreviver no Interior. "O público que aprecia arte no sertão é muito limitado, por isso, só pinto quadros por encomendas. É preciso buscar alternativas e encontrei na pintura comercial e na profissão de professor o meio de sobrevivência com dignidade".
O nome artístico vem de um apelido do tempo de adolescência, quando usava cabelo louro, cacheado e comprido, semelhante ao então jogador, Antonio José da Silva Filho, o Biro Biro, atacante do Corinthians, que obteve muito prestígio e sucesso na década de 1980.
O tempo passou, mas o apelido permaneceu. E foi na adolescência que Biro Biro descobriu que tinha talento e levava jeito para a pintura. "Na infância, pintava os heróis das histórias em quadrinhos, Capitão América, Pato Donald, Pateta. Fazia tudo por prazer, por brincadeira". Não tardou para os colegas e até os professores perceberem o dom artístico e a facilidade que Biro Biro desenhava e pintava, com lápis de cores, giz de cera e pincéis. "A professora Ana Gondim cuidava da biblioteca municipal e dava lápis, pincel, papel e deixava a gente pintar a vontade", disse. "Mesmo sem noções técnicas, fui aperfeiçoando o meu traço".
No Teatro da Ribeira dos Icós surgiu a oportunidade de aulas de desenho artístico. Lá estava o adolescente, Biro Biro, todas as terças e sextas-feiras. Na escola de Ensino Fundamental Vivina Monteiro, Biro-Biro era disputado pelos colegas e corpo docente. "Na verdade, eu era explorado e a turma pedia para eu fazer cartazes, capas de trabalho, desenho de corpo humano, acidente geográfico. Era sobrecarregado, mas recebia muitos elogios". O gosto pela pintura cresceu e ele começou a fazer pinturas de quadros, tendo as paisagens e natureza morta como principais motivos. Dividia a tela com os estudos. Concluiu o curso Técnico Agrícola, na Escola Agrotécnica Federal de Souza (PB). "Era o pintor da escola, mas não recebia nada por isso". Depois, concluiu Licenciatura em Português, pela Universidade Vale do Acaraú (UVA).
Aperfeiçoamento
Biro Biro sempre procurou aperfeiçoamento para a arte de pintura. "Na região, a oferta de cursos técnicos é reduzida, mas os que apareceram procurei fazer". O artista coleciona vários certificados e recorda de alguns, ofertados pela unidade do Senac, em Iguatu, pela Secretaria da Cultura do Estado e dos professores, Ivone Carvalho e o português, Raul Felisberto.
"Meu sonho é fazer um curso de Belas Artes". Ele defende com rigor a formação técnica e acadêmica. "Não basta ter apenas vocação, talento, é preciso aperfeiçoar o dom artístico". Atualmente, é professor de arte no projeto AABB-Comunidade e foi selecionado para ser monitor do Programa ProJovem. O dom artístico tem como legado e inspiração o trabalho do pai, Francisco Borges, conhecido por Messias, marceneiro, que fazia móveis para as famílias da Ribeira dos Icós. "Fez o altar da Igreja Matriz e vários oratórios, que estão espalhados por aí". Lembra que veio do pai a inspiração para a confecção de maquetes de sobrados e do casario histórico de Icó. Várias dessas peças estão em exposição permanente no Dragão do Mar.
MAIS INFORMAÇÕES
Ateliê de Artes
Cidade de Icó
Rua General Piragibe, 2136
(88) 3561. 2409 e (88) 9242. 2331