Produção do feijão-de-corda cai e preço dispara
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Redação
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Honório Barbosa
Iguatu (Sucursal) — As fortes chuvas que banham a região de Iguatu desde a segunda metade de janeiro passado provocaram cheias das tradicionais áreas de vazantes, nas margens dos rios Jaguaribe, Trussu, nas lagoas e açudes. O volume excessivo de água prejudicou o cultivo do feijão-de-corda. Resultado: a produção caiu e o preço disparou na feira livre.
O aumento do preço do quilo do feijão-de-corda, maduro, foi de 100% e do feijão-verde, em vagem, que está escasso, foi de 300%, em relação ao mesmo período do ano passado. Com o preço alto, os consumidores se afastaram da feira livre. “As vendas caíram 60%”, disse a vendedora Joana Ferreira dos Santos Lima. “Enquanto não aparecer produção o preço não vai cair”.
O quilo do feijão-de-corda, o pingo de ouro, um dos melhores, é comercializado a R$ 4,00. Em dezembro passado, custava dois reais. Na feira livre, o feijão de menor preço é o velho, armazenado da safra passada, cujo quilo é vendido por R$ 2,00. Há variedades intermediárias que custam entre R$ 3,00 e R$ 43,50, como o canapu e costela-de-vaca, oriundo da Bahia.
Além das chuvas intensas, vive-se o período da entressafra. A produção nova do feijão-de-corda deve ocorrer daqui a 30 dias. Antes deve surgir o feijão verde, em vagem, também muito consumido na região. Nesse mesmo período do ano passado, o quilo do feijão verde custava R$ 1,00, mas agora é vendido por R$ 4,00.
O agrônomo do Centro de Atendimento ao Cliente (CEAC), da Ematerce, em Iguatu, Jaime Uchoa, disse que há risco de perda da safra se a chuva continuar intensa. “O feijoeiro está na fase de floração e pode apodrecer no campo caso continue chovendo sem parar”, disse. Ele observa que a perda foi total nas áreas de vazantes, principalmente na bacia do Açude Orós. “As áreas baixas ficaram alagadas, inundadas e não há produção de vazantes”. Esse é mais um fator para que o preço do feijão verde esteja elevado na feira livre.
A dona de casa, Luciana Pompeu, disse que o jeito foi diminuir o consumo do feijão. “É muito ruim almoçar sem feijão”, disse. “Lá em casa nos diminuímos o consumo e vamos aguardar aparecer a nova safra para o preço cair”. Ela contou que está evitando comprar o produto de qualidade inferior, por um preço menor. O feijão da preferência da funcionária pública, Leonora Pereira, é a variedade sempre verde, mas está em falta. “Comprei um quilo do feijão pingo-de-ouro por quatro reais, mas acho um absurdo”.
O aumento do preço do quilo do feijão-de-corda, maduro, foi de 100% e do feijão-verde, em vagem, que está escasso, foi de 300%, em relação ao mesmo período do ano passado. Com o preço alto, os consumidores se afastaram da feira livre. “As vendas caíram 60%”, disse a vendedora Joana Ferreira dos Santos Lima. “Enquanto não aparecer produção o preço não vai cair”.
O quilo do feijão-de-corda, o pingo de ouro, um dos melhores, é comercializado a R$ 4,00. Em dezembro passado, custava dois reais. Na feira livre, o feijão de menor preço é o velho, armazenado da safra passada, cujo quilo é vendido por R$ 2,00. Há variedades intermediárias que custam entre R$ 3,00 e R$ 43,50, como o canapu e costela-de-vaca, oriundo da Bahia.
Além das chuvas intensas, vive-se o período da entressafra. A produção nova do feijão-de-corda deve ocorrer daqui a 30 dias. Antes deve surgir o feijão verde, em vagem, também muito consumido na região. Nesse mesmo período do ano passado, o quilo do feijão verde custava R$ 1,00, mas agora é vendido por R$ 4,00.
O agrônomo do Centro de Atendimento ao Cliente (CEAC), da Ematerce, em Iguatu, Jaime Uchoa, disse que há risco de perda da safra se a chuva continuar intensa. “O feijoeiro está na fase de floração e pode apodrecer no campo caso continue chovendo sem parar”, disse. Ele observa que a perda foi total nas áreas de vazantes, principalmente na bacia do Açude Orós. “As áreas baixas ficaram alagadas, inundadas e não há produção de vazantes”. Esse é mais um fator para que o preço do feijão verde esteja elevado na feira livre.
A dona de casa, Luciana Pompeu, disse que o jeito foi diminuir o consumo do feijão. “É muito ruim almoçar sem feijão”, disse. “Lá em casa nos diminuímos o consumo e vamos aguardar aparecer a nova safra para o preço cair”. Ela contou que está evitando comprar o produto de qualidade inferior, por um preço menor. O feijão da preferência da funcionária pública, Leonora Pereira, é a variedade sempre verde, mas está em falta. “Comprei um quilo do feijão pingo-de-ouro por quatro reais, mas acho um absurdo”.