Ponte sobre Rio Jaguaribe é interditada
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Honório Barbosa
Iguatu (Sucursal) – A ponte rodoviária Demócrito Rocha, sobre o Rio Jaguaribe, um dos principais acessos a esta cidade, está interditada, por tempo indeterminado, para o trânsito de veículos. O bloqueio foi feito pelo Departamento de Edificações, Rodovias e Transporte (Dert), na tarde de sexta-feira passada, após a constatação de que o vão central sofreu um deslocamento lateral, que pode ter danificado os apoios dos pilares. A interdição tem por objetivo manter a segurança dos usuários e evitar maior danos a obra.
A ponte rodoviária tem um vão de 154 metros e foi inaugurada em 1951. Diariamente milhares de veículos vindos de outras cidades e da zona rural do Município dão acesso à cidade de Iguatu. É intenso o tráfego de automóveis, caminhões, carretas, motos e pedestres. Diante da interdição, os motoristas estão utilizando um desvio pelo bairro Prado, que dá acesso à Vila Neuma, cortando o leito do Rio Jaguaribe, que está seco nesta época do ano.
Na sexta-feira passada, o superintendente do Dert, Paulo Pinho, os coordenadores de Engenharia e do núcleo de obras do órgão, e o engenheiro Hugo Mota, estiveram em Iguatu para verificar o deslocamento dos vãos da ponte. De acordo com o laudo técnico assinado pelos engenheiros Hugo e Joaquim Mota, contratados pelo Dert, “a ponte sofreu uma movimentação na direção transversal no sentido montante, sendo mais perceptível nos aparelhos de apoio dos pilares centrais”.
O documento técnico mostra ainda que “o deslocamento sofrido foi maior que o admissível, que pode ter danificado os aparelhos de apoio”. Na análise inicial, os engenheiros observam que não houve danos comprometedores na superestrutura (tabuleiro) da ponte, mas para evitar o aumento da movimentação dos vãos, recomendaram a interdição total para o tráfego de veículos.
A gerente do 9º Distrito Operacional do Dert, nesta cidade, Dina Moreira, disse que não há prazo para o fim da interdição e início das obras que terão por objetivo recolocar a ponte na posição certa e substituir os aparelhos de apoio que foram danificados. “Será um serviço de urgência, mas ainda não podemos falar em prazo”, disse. Ela explicou que segundo a análise técnica inicial, o deslocamento foi causado provavelmente pela frenagem de veículos pesados na entrada da ponte no sentido leste – oeste. “Os veículos atuais, com um ou dois módulos, têm cargas mais pesadas do que o previsto no projeto original”.
A interdição da ponte trouxe transtornos para os moradores e visitantes que têm de usar o desvio pelo leito do Rio Jaguaribe. As famílias da Beira Fresca e Vila Neuma reclamam da movimentação intensa de veículos e do excesso de poeira. O Dert está fazendo aguação do trecho e dispõe de guardas controladores do tráfego, com apoio dos agentes do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran).
Alguns comerciantes do bairro Alto do Jucá mostram que estão prejudicados por causa da interdição feita um quarteirão antes da ponte. “Aqui os negócios caíram 50%”, disse o empresário Gilson Alves, dono de uma loja de troca de óleo e de um posto de lavagem de veículos. Essa mesma avaliação é feita por outros empresários e até por motoqueiros que trabalham num posto de mototáxi. “Os clientes sumiram”, disse o mototaxista, Ivanildo Uchoa. “Agora a gente passa o dia jogando baralho”.
A ponte rodoviária tem um vão de 154 metros e foi inaugurada em 1951. Diariamente milhares de veículos vindos de outras cidades e da zona rural do Município dão acesso à cidade de Iguatu. É intenso o tráfego de automóveis, caminhões, carretas, motos e pedestres. Diante da interdição, os motoristas estão utilizando um desvio pelo bairro Prado, que dá acesso à Vila Neuma, cortando o leito do Rio Jaguaribe, que está seco nesta época do ano.
Na sexta-feira passada, o superintendente do Dert, Paulo Pinho, os coordenadores de Engenharia e do núcleo de obras do órgão, e o engenheiro Hugo Mota, estiveram em Iguatu para verificar o deslocamento dos vãos da ponte. De acordo com o laudo técnico assinado pelos engenheiros Hugo e Joaquim Mota, contratados pelo Dert, “a ponte sofreu uma movimentação na direção transversal no sentido montante, sendo mais perceptível nos aparelhos de apoio dos pilares centrais”.
O documento técnico mostra ainda que “o deslocamento sofrido foi maior que o admissível, que pode ter danificado os aparelhos de apoio”. Na análise inicial, os engenheiros observam que não houve danos comprometedores na superestrutura (tabuleiro) da ponte, mas para evitar o aumento da movimentação dos vãos, recomendaram a interdição total para o tráfego de veículos.
A gerente do 9º Distrito Operacional do Dert, nesta cidade, Dina Moreira, disse que não há prazo para o fim da interdição e início das obras que terão por objetivo recolocar a ponte na posição certa e substituir os aparelhos de apoio que foram danificados. “Será um serviço de urgência, mas ainda não podemos falar em prazo”, disse. Ela explicou que segundo a análise técnica inicial, o deslocamento foi causado provavelmente pela frenagem de veículos pesados na entrada da ponte no sentido leste – oeste. “Os veículos atuais, com um ou dois módulos, têm cargas mais pesadas do que o previsto no projeto original”.
A interdição da ponte trouxe transtornos para os moradores e visitantes que têm de usar o desvio pelo leito do Rio Jaguaribe. As famílias da Beira Fresca e Vila Neuma reclamam da movimentação intensa de veículos e do excesso de poeira. O Dert está fazendo aguação do trecho e dispõe de guardas controladores do tráfego, com apoio dos agentes do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran).
Alguns comerciantes do bairro Alto do Jucá mostram que estão prejudicados por causa da interdição feita um quarteirão antes da ponte. “Aqui os negócios caíram 50%”, disse o empresário Gilson Alves, dono de uma loja de troca de óleo e de um posto de lavagem de veículos. Essa mesma avaliação é feita por outros empresários e até por motoqueiros que trabalham num posto de mototáxi. “Os clientes sumiram”, disse o mototaxista, Ivanildo Uchoa. “Agora a gente passa o dia jogando baralho”.