Piano, percussão e folia em Guará
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A erudição das salas de apresentação transformou-se em folia nas ruas da pacata cidade serrana
Guaramiranga Vieram do piano do cearense Antonio José Forte os primeiros acordes do Festival Jazz & Blues 2010. A 11ª edição do evento teve início com o Ensaio Aberto, reunindo no Teatro Rachel de Queiroz, além do pianista, o clarinetista cearense Carlinhos Ferreira e o percussionista e baterista carioca Robertinho Silva.
Os muitos objetos espalhados pelo palco davam origem a sons surpreendentes nas mãos do veterano músico internacionalmente reconhecido. Mostrando disposição para compartilhar alguns dos segredos sonoros de seus instrumentos, Robertinho ajudou o trio a se aproximar mais do público - ainda tímido diante do convite para fazer perguntas aos músicos.
"Serve também pra aparar o suor no show", brincou Robertinho, que fez questão de ressaltar o infinito leque de matizes rítmicas da música brasileira. "A diversidade dos ritmos do Brasil é enorme. Eu, com 50 anos de estrada, ainda estou estudando os ritmos do Brasil", destacou. "Americano é muito cheio de pose: tem isso, tem aquilo... Mas, quando a gente faz o batuque, tem que parar pra ouvir".
O público gostou mesmo quando o trio mostrou a que veio, tocando o belo choro "Conversa de Pinguim", com espaço de sobra para o clarinete de Carlinhos Ferreira passear por tema e improviso. Para aplausos, entre histórias sobre o curioso batismo da música. "Eu tomava muita Antarctica nessa época e pensava: ´O que é que esses pinguins ficam conversando?´", contou Antonio José.
DALWTON MOURA
REPÓRTER
Guaramiranga Vieram do piano do cearense Antonio José Forte os primeiros acordes do Festival Jazz & Blues 2010. A 11ª edição do evento teve início com o Ensaio Aberto, reunindo no Teatro Rachel de Queiroz, além do pianista, o clarinetista cearense Carlinhos Ferreira e o percussionista e baterista carioca Robertinho Silva.
Os muitos objetos espalhados pelo palco davam origem a sons surpreendentes nas mãos do veterano músico internacionalmente reconhecido. Mostrando disposição para compartilhar alguns dos segredos sonoros de seus instrumentos, Robertinho ajudou o trio a se aproximar mais do público - ainda tímido diante do convite para fazer perguntas aos músicos.
"Serve também pra aparar o suor no show", brincou Robertinho, que fez questão de ressaltar o infinito leque de matizes rítmicas da música brasileira. "A diversidade dos ritmos do Brasil é enorme. Eu, com 50 anos de estrada, ainda estou estudando os ritmos do Brasil", destacou. "Americano é muito cheio de pose: tem isso, tem aquilo... Mas, quando a gente faz o batuque, tem que parar pra ouvir".
O público gostou mesmo quando o trio mostrou a que veio, tocando o belo choro "Conversa de Pinguim", com espaço de sobra para o clarinete de Carlinhos Ferreira passear por tema e improviso. Para aplausos, entre histórias sobre o curioso batismo da música. "Eu tomava muita Antarctica nessa época e pensava: ´O que é que esses pinguins ficam conversando?´", contou Antonio José.
DALWTON MOURA
REPÓRTER