Pedras espalhadas pelo Rio Jaguaribe são atrativo

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Limoeiro do Norte. O Interior do Ceará oferece inúmeros destinos para esse período de férias. As praias dos litorais Leste e Oeste ficam bastante movimentadas. Nem só de litoral vive o turismo, mas para quem mora em terra quente e semi-árida, todos os pontos – ou quase – levam para onde tem água. Lagoas, rios, riachos, passagens molhadas, cachoeiras ou até mesmo um tanque de cimento viram verdadeiros oásis no sertão. Alguns lugares são alternativos e desconhecidos até dos próprios moradores. E é para lá que vão muitas pessoas em busca de sossego, sombra, água fresca ou “simplesmente” aventura.

Tem uma pedra no meio do rio. Na verdade, várias pedras em pleno leito do Rio Jaguaribe. Para umas vai-se andando de água na cintura, para outras só mesmo nadando. As pedras são mais encontradas no Rio Jaguaribe, trecho que passa pelo município homônimo. Algumas são chamadas de “pedra do meio”, “pedra do curtume” e “pedra chica meia”.

O trampolim natural serve de ponto para pesca e é um ótimo atrativo para quem quer dar um mergulho no meio do leito jaguaribano. Nos fins de semana, grupos de jovens colocam toalhas molhadas (as pedras ficam expostas ao sol) e se aportam no meio do rio.

Mas pedra mesmo é possível encontrar nos Morros, um verdadeiro conglomerado de pedras em Limoeiro do Norte. O local é cercado pelas águas do Rio Jaguaribe. No período chuvoso, as correntezas são mais fortes e só os jovens se habilitam aos mergulhos de cima das pedras, onde também é possível encontrar algumas locas, buracos em pedras submersas onde vivem alguns animais aquáticos. Atravessando os morros, tem um pé de oiticica de mais de 20 metros, verdadeiro trampolim para quem gosta de um forte mergulho. Depois da oiticica tem a “Gruta de Lampião”, que teria sido lugar de passagem do cangaceiro fugido das bandas de Mossoró. Como os morros são pouco visitados, as trilhas para o local têm desaparecido.

“Trilha ecológica”

Saindo do rio, mas ainda em contato com a natureza, moradores e visitantes aventuram-se em trilhas ecológicas. De acordo com a educadora ambiental Imaculada França, já existem quatro trilhas: uma margeia o rio em 10km, até a barragem de Santana; outra percorre 28km até a Serra do Pai João, de 762 metros de altura, o suficiente para ter uma vista privilegiada da maior parte da bacia do Castanhão. As outras duas trilhas existentes margeiam o rio por caminhos diferentes. Os ambientalistas alertam que a trilha é ecológica e, portanto, nada de jogar lixo pelo caminho.

Melquíades Júnior
Colaborador