Mais de 1.400 focos de incêndio já foram registrados no Cariri em 2020

As cidades mais atingidas são Araripe, Várzea Alegre, Crato, Missão Velha, Barro. Santana do Cariri e Assaré

Legenda: Em áreas urbanas, a maior parte das queimadas ocorre em lotes baldios onde há muita vegetação e, muitas vezes, acúmulo de lixo
Foto: Antonio Rodrigues

Um levantamento do sistema de Monitoramento e Alerta da Enel Distribuição Ceará revelou que a Região do Cariri já registrou 1.432 focos de incêndio, neste ano. As cidades mais atingidas são: Araripe (161), Várzea Alegre (140), Crato (101), Missão Velha (100), Barro (93), Santana do Cariri (78) e Assaré (77). 

Com condições propícias, como ventos fortes, altas temperaturas e baixa umidade, o número de focos com queimadas no Estado vem aumentando em outubro. Na Região do Cariri, só neste mês, foram registradas 621 incidências, representando um aumento de 15%, se comparado ao mês anterior.   

No Ceará, já são 8.399 focos desde o início do ano. A maior parte dos incêndios está localizada nas regiões Centro-Norte e Centro-Sul, com 50% dos casos. O 2 de outubro foi o dia com maior número de registros: 484 focos, com Barro (88), na região do Cariri, liderando esta estatística negativa nesta data.

Cuidados  

O tenente-coronel Noberto Santos, comandante da 1ª Companhia de Bombeiros de Juazeiro do Norte, alerta para o perigo causado pelas queimadas ilegais, principalmente neste período de baixa umidade, causadas por práticas ainda comuns pelos agricultores, como brocar.

“O calor potencializa os incêndios florestais, somado aos ventos, que são mais fortes entre agosto e setembro. Por isso, procuramos orientar a população”, enfatiza.   

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta sexta-feira (23), um novo alerta que aponta para o “potencial perigo” por baixa umidade do ar em 87 municípios cearenses, incluindo a própria região do Cariri, mas também o Centro-Sul, Norte, Noroeste, Vale do Jaguaribe e Sertão do Estado. Nesta classificação, a umidade varia entre 20% a 30%, trazendo riscos à saúde humana e potencializado a chance de incêndios florestais.  

 

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