Meteorologistas alertam para riscos de baixa umidade em 87 municípios cearenses

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta impactos na saúde da pele, olhos e nariz

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Um novo alerta do o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), emitido nesta sexta-feira (23), apontou para "potencial perigo” por baixa umidade do ar em 87 municípios cearenses, nas regiões do Cariri, Centro-Sul, Jaguaribe, Sertão, Jaguaribe, Cariri, Noroeste e Norte cearenses. A umidade relativa do ar, que varia entre 20% a 30%, oferece riscos de incêndios florestais e danos à saúde humana. O boletim é válido até sábado (24), às 20h.  

As chuvas registradas em 20 municípios nesta sexta-feira (23) pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) minimizaram o tempo mais “seco”. Hoje, todas as oito estações meteorológicas do Inmet instaladas no Ceará apresentam umidade relativa do ar acima de 30%. As situações mais preocupantes são em Crateús (31%) e Sobral (32%).  

A gerente de meteorologia da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Meiry Sakamoto, explica que o interior do Estado, especialmente na região Centro-Sul, é a área onde a umidade relativa do ar costuma apresentar índices mais baixos nesta época do ano.  Outros fatores que contribuem para a taxa de umidade relativa do ar ser mais preocupante é a continentalidade, ou seja, a distância do oceano. Além disso, os ventos mais fortes ajudam a aumentar a evapotranspiração da vegetação, já castigada pelo solo seco e a falta de chuvas, explica a meteorologista.      

No litoral cearense, a situação é menos grave, pois, há umidade proveniente da evaporação da água do mar, que é transportada ao continente pelos ventos. “A princípio, as pessoas não precisam se preocupar tanto com esses índices nessa região”, completa a meteorologista.  Em Fortaleza, por exemplo, a umidade relativa do ar mais baixa registrada hoje foi de 57%.  

Cuidados  

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica como alerta, quando o índice de umidade relativa do ar ficar abaixo dos 30%, pois, entre os possíveis impactos, estão o ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz. Segundo a OMS, o nível ideal vai de 60 a 80%.   

Por isso, o alergologista e imunologista de Juazeiro do Norte, Cícero Inácio, recomenda o consumo de líquidos “principalmente água”, enfatiza, e evitar exposição em horários mais quentes, das 10h às 16h, usar hidrante para a pele e, se possível, de algum tipo de umidificador de ambiente.   

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