Juazeiro do Norte terá primeiro Centro de Referência LGBT do interior

O equipamento atenderá pessoas em situação de violência ou violação e omissão de direitos motivados pela orientação sexual e identidade de gênero

Foto: Foto: Kakaw Alves

O município de Juazeiro do Norte terá o primeiro Centro de Referência LGBT do interior do Estado, que prestará serviço de proteção e defesa da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) em situação de violência e/ou violação, omissão de direitos motivados pela questão da orientação sexual e/ou identidade de gênero. Trabalho semelhante já acontece em Fortaleza e outras sete cidades do Brasil.  

A criação do equipamento se deu após o prefeito Arnon Bezerra sancionar a Lei 5.068, de autoria da vereadora Auricélia Bezerra. O equipamento será o nono instalado no país. A ideia é também integrar atividades com o Núcleo de Diversidade e Gênero e o Conselho Municipal dos Direitos LGBT, que já possuem um trabalho consolidado nas ações afirmativas promovidas no Município. 

De acordo com a coordenadora do Núcleo de Diversidade e Gênero, Brenda Vlasacj, a lei é demanda antiga da população que luta pela garantia de direitos das minorias. “É um marco na história de Juazeiro do Norte. É mais um passo para que toda a população LGBT tenha oportunidades de educação, de emprego, de saúde e liberdade. Estamos felizes com essa conquista”, afirmou.  

O secretário de Desenvolvimento Social e Trabalho, Sandoval Barreto, afirmou que entre as propostas do Centro está a abertura de oportunidades no mercado de trabalho. Ela acredita que é preciso avançar nessa desconstrução de conceitos preestabelecidos na sociedade, sobretudo em Juazeiro do Norte, bem como implementar políticas que garantam acesso à empregabilidade formal.  

“Começamos um trabalho que abriu portas e hoje é referência em todo o Ceará. O Núcleo de Diversidade e Gênero tem desenvolvido um lindo trabalho com as comunidades assistidas pelos Cras. O Centro é resultado desse trabalho, que é simples, mas em que percebemos a necessidade de ir além, de garantir direitos básicos e humanitários à população LGBT”, pontuou.   

De acordo com Sandoval Barreto, por conta da pandemia da covid-19, ainda não há previsão de quando e onde o equipamento funcionará.