Impasse sobre o destino de camelôs
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Apesar de Crateús dispor de espaço para os camelôs, alguns ainda se alocam nas ruas e esquinas do Centro
Crateús. Esta cidade possui nas proximidades do seu centro comercial, o Shopping Popular Souza Neto. Inaugurado em setembro de 2003, o Shopping solucionou um grave problema urbano da época: a grande quantidade de vendedores ambulantes, os conhecidos camelôs, pelas duas principais ruas do Centro da cidade: a Dr. Moreira da Rocha e a D. Pedro II. Foram cadastrados e retirados das ruas ao receberem boxes no novo local, construído através de parceria entre Prefeitura e Fundação Banco do Brasil.
Aos poucos, porém, os camelôs começaram a retornar às ruas da cidade. E hoje, a situação já está agravada. Cerca de 60 ambulantes estão nas calçadas e esquinas do centro comercial. "Boa parte deles estavam no Shopping, devido ao pouco apoio e fraco comércio voltaram para as ruas", pontua Moisés Soares, fiscal de obras e coordenador urbano da prefeitura.
O fato provoca problemas no trânsito, que fica conturbado devido ao pouco espaço para circulação de veículos e pedestres, em ruas e calçadas. Além disso, causa revolta nos comerciantes que pagam impostos para manter o seu comércio e acabam tendo, muitas vezes, que concorrer com os ambulantes em sua própria calçada.
A Prefeitura fez reunião com os lojistas ocupantes do Shopping e com os ambulantes que estão nas ruas, em busca de uma solução. Definiu abrigar os ambulantes em um trecho da Rua Almirante Tamandaré, situada entre as duas principais vias do Centro. A Associação dos Vendedores Ambulantes de Crateús (Avac) não acata a sugestão. "O Shopping Popular foi feito para agregar todos os camelôs que estavam nas ruas. Da rua nós já viemos, lá tomávamos sol e chuva, e aqui tem box para eles", diz a presidente da Avac, Rita Lopes. "Nós gastamos, investimos nos nossos boxes, colocamos piso e aqui é o nosso lugar. Se colocarem eles em uma rua nós iremos para a Rua Moreira da Rocha", declarou Eliane Oliveira, que comercializa seus produtos no Shopping desde a sua inauguração.
Os empresários também se colocam contra a volta dos camelôs para as ruas. "Lutamos para a destinação de um local para receber os camelôs há sete anos atrás, todos receberam seus pontos no Shopping, muitos venderam e nós não aceitaremos, de maneira nenhuma que eles voltem para as ruas", declarou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Crateús, Valderez Gonçalves. Para ele, Crateús não deve jamais voltar a uma situação antiga de barracas no meio das ruas. "Isso já foi superado, não podemos voltar a este mesmo problema".
Estrutura
Com quatro lanchonetes em sua praça de alimentação e diversas lojas que comercializam confecções, calçados e produtos de perfumaria, o Shopping é administrado pela Avac. Com a mensalidade que recebe dos sócios, atualmente no valor de R$ 14,00, paga as despesas de manutenção do local.
São 153 boxes. Destes, em torno de 20 estão desocupados, segundo a Associação. "Nossa sugestão é que eles voltem para o Shopping", diz Rita Lopes. Ela ressalta ainda que o local precisa de muito apoio por parte das autoridades municipais, na divulgação dos produtos ali comercializados.
Os camelôs, por sua vez, alegam não terem condições de irem para o Shopping. "Sou a favor de ficar aqui na rua porque lá não temos condições de manter. Na época ganhei um box, mas não fui. Tinha que arrumar e eu não tinha recursos. Também vi as queixas dos outros sobre as vendas. Aqui apuramos mais. Não tenho mercadoria suficiente nem para expôr, o que vou fazer lá?", analisa Osmar de Souza, que está com uma banca de venda e conserto de relógios ao lado do Arco Nossa Senhora de Fátima. Segundo ele, os mais de 60 camelôs aguardam pela decisão.
Diante do impasse e temendo um grande conflito no Centro da cidade, a Prefeitura recuou da decisão de alocar os camelôs na Rua Almirante Tamandaré, segundo Moisés Soares. "Recuamos temendo conflito e no momento não temos definição sobre a solução", diz ele.
Solução
"A nossa sugestão é que eles voltem para o Shopping, feito para agregar a todos"
Rita Lopes
Presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes de Crateús (Avac)
"Recuamos temendo conflito. No momento não temos definição sobre a solução"
Moisés Soares
Coordenador urbano da Prefeitura de Crateús
MAIS INFORMAÇÕES
Avac - Shopping Popular Souza Neto - Rua Cel. Totó, 1350 - Centro
(88) 3691.7925
Prefeitura de Crateús - (88) 3692.3315
SILVÂNIA CLAUDINO
REPÓRTER
Crateús. Esta cidade possui nas proximidades do seu centro comercial, o Shopping Popular Souza Neto. Inaugurado em setembro de 2003, o Shopping solucionou um grave problema urbano da época: a grande quantidade de vendedores ambulantes, os conhecidos camelôs, pelas duas principais ruas do Centro da cidade: a Dr. Moreira da Rocha e a D. Pedro II. Foram cadastrados e retirados das ruas ao receberem boxes no novo local, construído através de parceria entre Prefeitura e Fundação Banco do Brasil.
Aos poucos, porém, os camelôs começaram a retornar às ruas da cidade. E hoje, a situação já está agravada. Cerca de 60 ambulantes estão nas calçadas e esquinas do centro comercial. "Boa parte deles estavam no Shopping, devido ao pouco apoio e fraco comércio voltaram para as ruas", pontua Moisés Soares, fiscal de obras e coordenador urbano da prefeitura.
O fato provoca problemas no trânsito, que fica conturbado devido ao pouco espaço para circulação de veículos e pedestres, em ruas e calçadas. Além disso, causa revolta nos comerciantes que pagam impostos para manter o seu comércio e acabam tendo, muitas vezes, que concorrer com os ambulantes em sua própria calçada.
A Prefeitura fez reunião com os lojistas ocupantes do Shopping e com os ambulantes que estão nas ruas, em busca de uma solução. Definiu abrigar os ambulantes em um trecho da Rua Almirante Tamandaré, situada entre as duas principais vias do Centro. A Associação dos Vendedores Ambulantes de Crateús (Avac) não acata a sugestão. "O Shopping Popular foi feito para agregar todos os camelôs que estavam nas ruas. Da rua nós já viemos, lá tomávamos sol e chuva, e aqui tem box para eles", diz a presidente da Avac, Rita Lopes. "Nós gastamos, investimos nos nossos boxes, colocamos piso e aqui é o nosso lugar. Se colocarem eles em uma rua nós iremos para a Rua Moreira da Rocha", declarou Eliane Oliveira, que comercializa seus produtos no Shopping desde a sua inauguração.
Os empresários também se colocam contra a volta dos camelôs para as ruas. "Lutamos para a destinação de um local para receber os camelôs há sete anos atrás, todos receberam seus pontos no Shopping, muitos venderam e nós não aceitaremos, de maneira nenhuma que eles voltem para as ruas", declarou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Crateús, Valderez Gonçalves. Para ele, Crateús não deve jamais voltar a uma situação antiga de barracas no meio das ruas. "Isso já foi superado, não podemos voltar a este mesmo problema".
Estrutura
Com quatro lanchonetes em sua praça de alimentação e diversas lojas que comercializam confecções, calçados e produtos de perfumaria, o Shopping é administrado pela Avac. Com a mensalidade que recebe dos sócios, atualmente no valor de R$ 14,00, paga as despesas de manutenção do local.
São 153 boxes. Destes, em torno de 20 estão desocupados, segundo a Associação. "Nossa sugestão é que eles voltem para o Shopping", diz Rita Lopes. Ela ressalta ainda que o local precisa de muito apoio por parte das autoridades municipais, na divulgação dos produtos ali comercializados.
Os camelôs, por sua vez, alegam não terem condições de irem para o Shopping. "Sou a favor de ficar aqui na rua porque lá não temos condições de manter. Na época ganhei um box, mas não fui. Tinha que arrumar e eu não tinha recursos. Também vi as queixas dos outros sobre as vendas. Aqui apuramos mais. Não tenho mercadoria suficiente nem para expôr, o que vou fazer lá?", analisa Osmar de Souza, que está com uma banca de venda e conserto de relógios ao lado do Arco Nossa Senhora de Fátima. Segundo ele, os mais de 60 camelôs aguardam pela decisão.
Diante do impasse e temendo um grande conflito no Centro da cidade, a Prefeitura recuou da decisão de alocar os camelôs na Rua Almirante Tamandaré, segundo Moisés Soares. "Recuamos temendo conflito e no momento não temos definição sobre a solução", diz ele.
Solução
"A nossa sugestão é que eles voltem para o Shopping, feito para agregar a todos"
Rita Lopes
Presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes de Crateús (Avac)
"Recuamos temendo conflito. No momento não temos definição sobre a solução"
Moisés Soares
Coordenador urbano da Prefeitura de Crateús
MAIS INFORMAÇÕES
Avac - Shopping Popular Souza Neto - Rua Cel. Totó, 1350 - Centro
(88) 3691.7925
Prefeitura de Crateús - (88) 3692.3315
SILVÂNIA CLAUDINO
REPÓRTER