Fábrica começa a produzir cimento já em dezembro
Escrito por
Redação
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A usina, situada na comunidade de Bonsucesso, já está com 92% de sua primeira etapa concluída
Limoeiro do Norte. Com 92% de sua primeira etapa concluída, o projeto da fábrica de cimento Apodi, do grupo M. Dias Branco, estima produzir suas primeiras toneladas de cimento já no próximo mês de dezembro. A afirmativa é do presidente Executivo da empresa, Adauto Farias, informando que neste primeiro momento a empresa atuará da mesma forma que a matriz, situada no Pecém.
A primeira etapa do projeto deve operar como a usina localizada em Pecém, onde é realizado o processo de moagem do produto e realizada a expedição que segue já para o consumo FOTO: ELLEN FREITAS
A fábrica esta sendo construída na localidade de Bonsucesso, no município de Quixeré, a 176 km de Fortaleza. O projeto está dividido em duas etapas. A primeira, que está em fase de conclusão, deverá operar igualmente à fábrica do Pecém, que recebe a matéria prima da China e de países da Europa, e onde é realizado o processo de moagem do cimento e a expedição que segue já para o consumo.
Produção
O clínquer, como é chamado o material básico necessário para a produção de todos os tipos de cimento, já se encontra em estoque na nova fábrica para início da sua operação. Neste primeiro momento a fabricação de cimento deverá render, só na fábrica de Quixeré, que já tem operação esperada para dezembro, 1.800 tonelada de cimento por dia. Com a conclusão do projeto total, que está com 50% da obra concluída, a produção saltará para 4.000 toneladas do produto diariamente.
A diferença entre as duas fábricas, segundo explicou Farias, é que a segunda etapa do projeto criado para a indústria de Quixeré inclui a produção do clínquer.
O material é obtido pela mistura de carbonato de cálcio, sílica, alumínio e minério de ferro, extraídos de minas, por meio de detonações. Após a trituração e moagem dos materiais, o pó é aquecido a altas temperaturas e em seguida resfriado, criando assim o clínquer. A região é rica em calcário e a fábrica já possui autorização para a exploração de três jazidas no entorno da obra.
As 13 mil toneladas de equipamentos, importados da Europa, Estados Unidos e Ásia, já estão no local, aguardando a conclusão de parte das obras. Três grandes empresas executam o trabalho, sendo elas a PB Construtora, a CMC Montagem e a Caldenorte. Os empreendimentos, juntos, estão gerando cerca de 1.200 empregos diretos.
Uma das dificuldades apontadas por Farias está na oferta de mão-de-obra, em todos os setores. "A região carece de qualquer tipo de mão-de-obra, especializada ou não. Existem nesta área duas fábricas de cal, duas cimento além da fruticultura irrigada. Então a oferta de emprego é bastante grande, só não trabalha quem não quiser mesmo", diz.
Capacitação
Preocupado com a oferta de mão-de-obra especializada para operar a fábrica, que terá sua produção totalmente mecanizada, com a utilização de tecnologia de ponta importada de diversas partes do mundo, ele informa que esta capacitando 70 pessoas na unidade de Pecém, para atuarem no início das operações da indústria. "Já são 70 pessoas de cerca de 600 que serão empregadas diretamente na indústria", afirma.
Outra preocupação de Farias é com as condições da CE-356, que liga a comunidade de Bonsucesso, onde está instalada a fábrica, à BR-116, passando pelo município de Russas, conhecida como Estrada da Fruta.
Ele teme que a malha asfáltica não suporte o intenso tráfego de veículos quando o empreendimento iniciar as operações. "Serão cerca de 200 caminhões transitando pela fábrica diariamente, além das demais indústrias da região. Quando a rodovia foi feita as condições eram outras, hoje a situação é bem diferente".
Com a instalação da fábrica Apodi, o Estado do Ceará conta com seis indústrias de cimento para abastecer o mercado local, mas sendo esta a única 100% cearense. De acordo com nota publicada na coluna do Jornalista Egídio Serpa, no Diário do Nordeste, falta cimento para a construção civil em Fortaleza, e a atuação da Apodi nesse cenário deverá ser aliviada.
Segundo Farias a Apodi deverá entrar com preço competitivo no mercado cearense, que hoje é ditado pelas grandes empresas que atuam no Estado.
Sobre o desabastecimento do produto na construção civil, conta que até 2015 o mercado ficará abastecido, mas que futuramente poderá sobrar produto no mercado, diante da quantidade de indústrias que atuam no Ceará.
Como ponto positivo dessa competitividade, ele garante que quem sairá ganhando será o consumidor, que com uma oferta maior do produto os preços deverão ter um preço melhor. "O cimento é o único produto que eu conheço que tem o preço igual para todo mundo, diferente de roupas, que tem o preço do mais rico e do mais humilde. Com maior oferta o preço cai e isso é bom pra todo mundo", observa Farias.
Vantagem
A atuação da nova fábrica de cimento irá ajuda a combater o desabastecimento no Ceará, já que em outros estados do Nordeste e do País o problema já é grave. A conclusão da segunda etapa da fábrica de cimento Apodi está prevista para o segundo semestre de 2014.
Para garantir a produção no final do ano, a empresa contará com o auxílio de 10 geradores de energia, até a conclusão da subestação, que captará energia da rede que liga Russas a cidade de Mossoró, situada no Rio Grande do Norte, além de cinco poços artesianos, já que o processo de fabricação demanda grande volume hídrico.
Mais informações
Companhia Industrial de Cimento Apodi
Endereço: Av. Sen. Virgílio Távora, 1701, Dionísio Torres, Fortaleza
Telefone: (85) 3311.7575
ELLEN FREITAS
COLABORADORA
Limoeiro do Norte. Com 92% de sua primeira etapa concluída, o projeto da fábrica de cimento Apodi, do grupo M. Dias Branco, estima produzir suas primeiras toneladas de cimento já no próximo mês de dezembro. A afirmativa é do presidente Executivo da empresa, Adauto Farias, informando que neste primeiro momento a empresa atuará da mesma forma que a matriz, situada no Pecém.
A primeira etapa do projeto deve operar como a usina localizada em Pecém, onde é realizado o processo de moagem do produto e realizada a expedição que segue já para o consumo FOTO: ELLEN FREITAS
A fábrica esta sendo construída na localidade de Bonsucesso, no município de Quixeré, a 176 km de Fortaleza. O projeto está dividido em duas etapas. A primeira, que está em fase de conclusão, deverá operar igualmente à fábrica do Pecém, que recebe a matéria prima da China e de países da Europa, e onde é realizado o processo de moagem do cimento e a expedição que segue já para o consumo.
Produção
O clínquer, como é chamado o material básico necessário para a produção de todos os tipos de cimento, já se encontra em estoque na nova fábrica para início da sua operação. Neste primeiro momento a fabricação de cimento deverá render, só na fábrica de Quixeré, que já tem operação esperada para dezembro, 1.800 tonelada de cimento por dia. Com a conclusão do projeto total, que está com 50% da obra concluída, a produção saltará para 4.000 toneladas do produto diariamente.
A diferença entre as duas fábricas, segundo explicou Farias, é que a segunda etapa do projeto criado para a indústria de Quixeré inclui a produção do clínquer.
O material é obtido pela mistura de carbonato de cálcio, sílica, alumínio e minério de ferro, extraídos de minas, por meio de detonações. Após a trituração e moagem dos materiais, o pó é aquecido a altas temperaturas e em seguida resfriado, criando assim o clínquer. A região é rica em calcário e a fábrica já possui autorização para a exploração de três jazidas no entorno da obra.
As 13 mil toneladas de equipamentos, importados da Europa, Estados Unidos e Ásia, já estão no local, aguardando a conclusão de parte das obras. Três grandes empresas executam o trabalho, sendo elas a PB Construtora, a CMC Montagem e a Caldenorte. Os empreendimentos, juntos, estão gerando cerca de 1.200 empregos diretos.
Uma das dificuldades apontadas por Farias está na oferta de mão-de-obra, em todos os setores. "A região carece de qualquer tipo de mão-de-obra, especializada ou não. Existem nesta área duas fábricas de cal, duas cimento além da fruticultura irrigada. Então a oferta de emprego é bastante grande, só não trabalha quem não quiser mesmo", diz.
Capacitação
Preocupado com a oferta de mão-de-obra especializada para operar a fábrica, que terá sua produção totalmente mecanizada, com a utilização de tecnologia de ponta importada de diversas partes do mundo, ele informa que esta capacitando 70 pessoas na unidade de Pecém, para atuarem no início das operações da indústria. "Já são 70 pessoas de cerca de 600 que serão empregadas diretamente na indústria", afirma.
Outra preocupação de Farias é com as condições da CE-356, que liga a comunidade de Bonsucesso, onde está instalada a fábrica, à BR-116, passando pelo município de Russas, conhecida como Estrada da Fruta.
Ele teme que a malha asfáltica não suporte o intenso tráfego de veículos quando o empreendimento iniciar as operações. "Serão cerca de 200 caminhões transitando pela fábrica diariamente, além das demais indústrias da região. Quando a rodovia foi feita as condições eram outras, hoje a situação é bem diferente".
Com a instalação da fábrica Apodi, o Estado do Ceará conta com seis indústrias de cimento para abastecer o mercado local, mas sendo esta a única 100% cearense. De acordo com nota publicada na coluna do Jornalista Egídio Serpa, no Diário do Nordeste, falta cimento para a construção civil em Fortaleza, e a atuação da Apodi nesse cenário deverá ser aliviada.
Segundo Farias a Apodi deverá entrar com preço competitivo no mercado cearense, que hoje é ditado pelas grandes empresas que atuam no Estado.
Sobre o desabastecimento do produto na construção civil, conta que até 2015 o mercado ficará abastecido, mas que futuramente poderá sobrar produto no mercado, diante da quantidade de indústrias que atuam no Ceará.
Como ponto positivo dessa competitividade, ele garante que quem sairá ganhando será o consumidor, que com uma oferta maior do produto os preços deverão ter um preço melhor. "O cimento é o único produto que eu conheço que tem o preço igual para todo mundo, diferente de roupas, que tem o preço do mais rico e do mais humilde. Com maior oferta o preço cai e isso é bom pra todo mundo", observa Farias.
Vantagem
A atuação da nova fábrica de cimento irá ajuda a combater o desabastecimento no Ceará, já que em outros estados do Nordeste e do País o problema já é grave. A conclusão da segunda etapa da fábrica de cimento Apodi está prevista para o segundo semestre de 2014.
Para garantir a produção no final do ano, a empresa contará com o auxílio de 10 geradores de energia, até a conclusão da subestação, que captará energia da rede que liga Russas a cidade de Mossoró, situada no Rio Grande do Norte, além de cinco poços artesianos, já que o processo de fabricação demanda grande volume hídrico.
Mais informações
Companhia Industrial de Cimento Apodi
Endereço: Av. Sen. Virgílio Távora, 1701, Dionísio Torres, Fortaleza
Telefone: (85) 3311.7575
ELLEN FREITAS
COLABORADORA