Casa chega aos 10 anos de assistência
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Redação
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CASA DO IDOSO de Juazeiro atualmente abriga 58 idosos, em sua maioria vítimas do abandono pelos parentes
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Francisco Demontier
Juazeiro do Norte (Sucursal) - A Casa do Idoso Associação Assistencial José Bezerra de Menezes está completando dez anos de fundação. A programação comemorativa ainda está sendo definida, mas já foi marcada a celebração de Missa em Ação de Graças na manhã do dia 13 de março. Ocupando uma área de 2.219 metros quadrados no Bairro Juvêncio Santana, a casa abriga 58 idosos que são cuidados pelos 17 funcionários sob a coordenação do Irmão Bernardo Nunes de Melo, de 50 anos.
Trata-se de um monge beneditino que trocou o magistério e o trabalho social com crianças para cuidar dos idosos ou adultos que vivem perambulando pelas ruas. “É uma experiência que deve ser exercida com amor, se entregando totalmente”, diz o diretor que se orgulha de conhecer todos os internos pelo nome. Ele diz que sabe ainda o temperamento de cada um, os problemas de saúde e o que gostam de fazer e comer. “Na verdade, são pessoas carentes de família, amor e cuidados”, define.
É essa ausência, segundo o religioso, que a Casa do Idoso procura suprir diante de um trabalho social que inclui a atenção com a alimentação, saúde e os momentos diários de orações. Mas nem tudo é alegria e o Irmão Bernardo reclama a ineficiência do Programa de Saúde da Família (PSF) que atende ao bairro causando dificuldades no setor. Nessas horas, ele diz que é socorrido pelo trabalho voluntário de médicos como é o caso dos irmãos Francisco e Wálter Barbosa.
A Casa do Idoso é uma obra social idealizada pelo coronel Humberto Bezerra, segundo ressalta o diretor. “Além da construção do suntuoso prédio, ele envia verbas de acordo com as necessidades”, diz o Irmão Bernardo acrescentando que o mesmo sempre visita o local quando vem a Juazeiro do Norte. A exemplo da Casa do Idoso, a cidade possui dois núcleos do Lar do Ancião Feliz, a Sociedade de Amparo aos Mendigos (SAM), o Abrigo dos Franciscanos e o Albergue Sagrada Família que lidam com idosos.
Em todas essas entidades existe uma situação quase comum: a solidão motivada pelo abandono de algum parente que não mais enxergou espaços para um idoso dentro de casa e no seio da família. Entristecido, o Irmão Bernardo revela ser mínimo o índice de visitação de familiares na Casa do Idoso. “Alguns sofreram até
à morte alimentando o desejo de rever parentes”, lamenta o diretor. Ele conta ainda que chegou a localizar filhos de idosos formados os quais alegaram “falta de tempo para ir à Juazeiro”.
Na Casa do Idoso já passaram cerca de 300 pessoas, incluindo alguns mais jovens que viviam perambulando pelas ruas por falta de um abrigo ou problemas mentais. Destes, em torno de 50 já morreram enquanto outros se casaram e voltaram a constituir um lar ou se recuperaram. Sobre o Estatuto do Idoso, o Irmão Bernardo diz que a Lei é boa, mas observa que não vem sendo cumprida. “Acompanhei as discussões e vibrei com a aprovação, mas estou decepcionado com a falta de respeito ao Estatuto”, revela.
Trata-se de um monge beneditino que trocou o magistério e o trabalho social com crianças para cuidar dos idosos ou adultos que vivem perambulando pelas ruas. “É uma experiência que deve ser exercida com amor, se entregando totalmente”, diz o diretor que se orgulha de conhecer todos os internos pelo nome. Ele diz que sabe ainda o temperamento de cada um, os problemas de saúde e o que gostam de fazer e comer. “Na verdade, são pessoas carentes de família, amor e cuidados”, define.
É essa ausência, segundo o religioso, que a Casa do Idoso procura suprir diante de um trabalho social que inclui a atenção com a alimentação, saúde e os momentos diários de orações. Mas nem tudo é alegria e o Irmão Bernardo reclama a ineficiência do Programa de Saúde da Família (PSF) que atende ao bairro causando dificuldades no setor. Nessas horas, ele diz que é socorrido pelo trabalho voluntário de médicos como é o caso dos irmãos Francisco e Wálter Barbosa.
A Casa do Idoso é uma obra social idealizada pelo coronel Humberto Bezerra, segundo ressalta o diretor. “Além da construção do suntuoso prédio, ele envia verbas de acordo com as necessidades”, diz o Irmão Bernardo acrescentando que o mesmo sempre visita o local quando vem a Juazeiro do Norte. A exemplo da Casa do Idoso, a cidade possui dois núcleos do Lar do Ancião Feliz, a Sociedade de Amparo aos Mendigos (SAM), o Abrigo dos Franciscanos e o Albergue Sagrada Família que lidam com idosos.
Em todas essas entidades existe uma situação quase comum: a solidão motivada pelo abandono de algum parente que não mais enxergou espaços para um idoso dentro de casa e no seio da família. Entristecido, o Irmão Bernardo revela ser mínimo o índice de visitação de familiares na Casa do Idoso. “Alguns sofreram até
à morte alimentando o desejo de rever parentes”, lamenta o diretor. Ele conta ainda que chegou a localizar filhos de idosos formados os quais alegaram “falta de tempo para ir à Juazeiro”.
Na Casa do Idoso já passaram cerca de 300 pessoas, incluindo alguns mais jovens que viviam perambulando pelas ruas por falta de um abrigo ou problemas mentais. Destes, em torno de 50 já morreram enquanto outros se casaram e voltaram a constituir um lar ou se recuperaram. Sobre o Estatuto do Idoso, o Irmão Bernardo diz que a Lei é boa, mas observa que não vem sendo cumprida. “Acompanhei as discussões e vibrei com a aprovação, mas estou decepcionado com a falta de respeito ao Estatuto”, revela.