Caju Nordeste começa hoje em Beberibe
Escrito por
Redação
producaodiario@svm.com.br
Legenda:
Foto:
Seminário tem programação diversificada, para debater o incentivo ao setor da cajucultura
Fortaleza. A partir de hoje, empresários, produtores rurais, Órgãos Não Governamentais (ONGs) e técnicos se reúnem no Município de Beberibe, localizado no Litoral Leste do Ceará, para debater o desenvolvimento da cajucultura. Em seu 7º ano, o Caju Nordeste acontece até o próximo dia 27. O evento vai funcionar como um espaço de diálogos e interação entre os participantes.
Um programação diversificada foi elaborada para contemplar o tema central do seminário: Empreendedorismo - Agregando Inovação aos Negócios do Caju. Serão palestras, cursos e exposições. Os participantes ainda poderão contar com as unidades móveis da Embrapa Agroindústria Tropical e do Programa Sesi/Cozinha Brasil, com oficinas técnicas dedicadas à preparação de alimentos à base de caju.
Haverá, ainda, cursos para capacitação de merendeiras de escolas públicas, com o propósito de incorporar a culinária do caju na merenda escolar, além de fórum voltado para a elaboração de um plano de assistência técnica e, também, de extensão rural, específico para pequenas propriedades.
Homenagens
Já se tornou uma tradição do seminário, a entrega do Troféu Caju de Ouro. Este ano, a homenagem será feita na abertura do evento amanhã, às 19 horas, no Teatro Municipal Raimundo Fagner. O troféu é uma forma de homenagear as personalidades que tenham se destacado no apoio e realização de trabalhos, com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do caju.
Este ano, os agraciados serão: o técnico José Adahil Paulino Brito, chefe do escritório da Ematerce em Beberibe; o produtor rural João Batista Ponte, também presidente da Associação dos Cajucultores do Estado do Ceará (Ascaju) e da Câmara Setorial da Cajucultura; o pesquisador Francisco das Chagas Oliveira Freire, da Embrapa Agroindústria Tropical; a Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece); e o deputado federal Antônio Eudes Xavier. Haverá, ainda, uma homenagem especial ao superintendente Regional do Banco do Nordeste (BNB), Isidoro Moraes de Siqueira.
O seminário vai destacar diversos temas que estarão em discussão. A programação contará com painel temático do Sebrae sobre "Empreendedorismo - gestão e inovação na cajucultura"; exposição e painel do Instituto Caju Nordeste, focando "Arranjos Produtivos Locais: experiências exitosas de Picos (PI), Serra do Mel (RN) e Barreira (CE)"; demonstrações da Embrapa Agroindústria Tropical e Secretaria de Desenvolvimento Agrário de laboratórios de transferência de tecnologia: classificação da castanha e da amêndoa de castanha de caju, clones de cajueiro, principais pragas e doenças do cajueiro; encontro de planejamento da Ematerce, com "Sustentabilidade das pequenas propriedades produtoras de caju - plano de assistência técnica e extensão rural"; encontro de secretários municipais de agricultura, promovido pela Prefeitura de Beberibe, entre outras atividades.
Exposição
Uma outra atração do Caju Nordeste é a exposição de projetos e comercialização de produtos de empresas e instituições especializadas na cajucultura. A partir desta quinta até o dia 27, em 50 estandes, os agricultores terão a oportunidade de expor e comercializar tanto artigos artesanais da região, quanto máquinas e equipamentos agroindustriais. Para os micros e pequenos empresários, o BNB monta um balcão com a finalidade de oferecer atendimento e financiamentos.
Vale destacar que o seminário não será só negócios. Atrações musicais também vão animar, à noite, os quatro dias do evento. Dia 25, o grupo será o Cacimba de Aluá; dia 26, show com Dorgival Dantas; e sábado, Ítalo e Renno, Vicente Nery e Cheiro de Menina encerram a programação.
Fique por dentro
Alta capacidade
O cajueiro é uma cultura perene com alta capacidade de resistência climática e de grande adaptabilidade ao clima árido cearense, sendo responsável por grande parte da renda de mais de 80 Municípios do Estado. Atualmente 401.000 hectares são cultivados no Estado do Ceará, sendo que a produção de castanha de caju, principal fonte de recursos para essa cultura, é estimada em 140.000 ton/ano (IBGE).
Já o uso industrial do pedúnculo, ou seja, o caju propriamente dito, ocorre nas indústrias de sucos tropicais onde o sabor tem grande aceitação junto ao consumidor brasileiro (AC NIELSEN). O trabalho da Câmara Setorial do Caju no Ceará tem demonstrado que outros subprodutos como o LCC, a casca e a cajuína também tiveram relevância e crescimento para a estabilidade econômica do segmento na última década.
Analisando-se a estratificação das propriedades produtoras quanto ao seu tamanho, verifica-se que 75% inserem-se na faixa de até 20 hectares enquanto até 80% estão inseridos na faixa de até 40 hectares.
MAIS INFORMAÇÕES
Instituto Caju Nordeste
Av Santos Dumont, 2727 - sala 607 - Aldeota - Fortaleza
(85) 3224.7654
Fortaleza. A partir de hoje, empresários, produtores rurais, Órgãos Não Governamentais (ONGs) e técnicos se reúnem no Município de Beberibe, localizado no Litoral Leste do Ceará, para debater o desenvolvimento da cajucultura. Em seu 7º ano, o Caju Nordeste acontece até o próximo dia 27. O evento vai funcionar como um espaço de diálogos e interação entre os participantes.
Um programação diversificada foi elaborada para contemplar o tema central do seminário: Empreendedorismo - Agregando Inovação aos Negócios do Caju. Serão palestras, cursos e exposições. Os participantes ainda poderão contar com as unidades móveis da Embrapa Agroindústria Tropical e do Programa Sesi/Cozinha Brasil, com oficinas técnicas dedicadas à preparação de alimentos à base de caju.
Haverá, ainda, cursos para capacitação de merendeiras de escolas públicas, com o propósito de incorporar a culinária do caju na merenda escolar, além de fórum voltado para a elaboração de um plano de assistência técnica e, também, de extensão rural, específico para pequenas propriedades.
Homenagens
Já se tornou uma tradição do seminário, a entrega do Troféu Caju de Ouro. Este ano, a homenagem será feita na abertura do evento amanhã, às 19 horas, no Teatro Municipal Raimundo Fagner. O troféu é uma forma de homenagear as personalidades que tenham se destacado no apoio e realização de trabalhos, com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do caju.
Este ano, os agraciados serão: o técnico José Adahil Paulino Brito, chefe do escritório da Ematerce em Beberibe; o produtor rural João Batista Ponte, também presidente da Associação dos Cajucultores do Estado do Ceará (Ascaju) e da Câmara Setorial da Cajucultura; o pesquisador Francisco das Chagas Oliveira Freire, da Embrapa Agroindústria Tropical; a Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece); e o deputado federal Antônio Eudes Xavier. Haverá, ainda, uma homenagem especial ao superintendente Regional do Banco do Nordeste (BNB), Isidoro Moraes de Siqueira.
O seminário vai destacar diversos temas que estarão em discussão. A programação contará com painel temático do Sebrae sobre "Empreendedorismo - gestão e inovação na cajucultura"; exposição e painel do Instituto Caju Nordeste, focando "Arranjos Produtivos Locais: experiências exitosas de Picos (PI), Serra do Mel (RN) e Barreira (CE)"; demonstrações da Embrapa Agroindústria Tropical e Secretaria de Desenvolvimento Agrário de laboratórios de transferência de tecnologia: classificação da castanha e da amêndoa de castanha de caju, clones de cajueiro, principais pragas e doenças do cajueiro; encontro de planejamento da Ematerce, com "Sustentabilidade das pequenas propriedades produtoras de caju - plano de assistência técnica e extensão rural"; encontro de secretários municipais de agricultura, promovido pela Prefeitura de Beberibe, entre outras atividades.
Exposição
Uma outra atração do Caju Nordeste é a exposição de projetos e comercialização de produtos de empresas e instituições especializadas na cajucultura. A partir desta quinta até o dia 27, em 50 estandes, os agricultores terão a oportunidade de expor e comercializar tanto artigos artesanais da região, quanto máquinas e equipamentos agroindustriais. Para os micros e pequenos empresários, o BNB monta um balcão com a finalidade de oferecer atendimento e financiamentos.
Vale destacar que o seminário não será só negócios. Atrações musicais também vão animar, à noite, os quatro dias do evento. Dia 25, o grupo será o Cacimba de Aluá; dia 26, show com Dorgival Dantas; e sábado, Ítalo e Renno, Vicente Nery e Cheiro de Menina encerram a programação.
Fique por dentro
Alta capacidade
O cajueiro é uma cultura perene com alta capacidade de resistência climática e de grande adaptabilidade ao clima árido cearense, sendo responsável por grande parte da renda de mais de 80 Municípios do Estado. Atualmente 401.000 hectares são cultivados no Estado do Ceará, sendo que a produção de castanha de caju, principal fonte de recursos para essa cultura, é estimada em 140.000 ton/ano (IBGE).
Já o uso industrial do pedúnculo, ou seja, o caju propriamente dito, ocorre nas indústrias de sucos tropicais onde o sabor tem grande aceitação junto ao consumidor brasileiro (AC NIELSEN). O trabalho da Câmara Setorial do Caju no Ceará tem demonstrado que outros subprodutos como o LCC, a casca e a cajuína também tiveram relevância e crescimento para a estabilidade econômica do segmento na última década.
Analisando-se a estratificação das propriedades produtoras quanto ao seu tamanho, verifica-se que 75% inserem-se na faixa de até 20 hectares enquanto até 80% estão inseridos na faixa de até 40 hectares.
MAIS INFORMAÇÕES
Instituto Caju Nordeste
Av Santos Dumont, 2727 - sala 607 - Aldeota - Fortaleza
(85) 3224.7654