Após quase cinco meses de inatividade, Jericoacoara volta a receber turistas a partir de 8 de agosto

Desde março a Vila está com as atividades econômicas paralisadas por conta da pandemia no novo coronavírus. O local é um dos principais destinos turísticos do Ceará. Só em julho, são quase 70 mil turistas

Legenda: A partir de 8 de agosto, a Vila de Jericoacoara retomará, de forma gradual, as suas atividades turísticas. Hotéis e restaurantes estão autorizados a voltarem a operar, mas com publico limitado e seguindo rígidos protocolos de sanitários.
Foto: Mateus Ferreira

Um dos destinos mais procurados pelos turistas no Ceará, a Vila de Jericoacoara, localizada no município de Jijoca de Jericoacoara, litoral Norte do Estado, retomará suas atividades, gradualmente, a partir do dia 8 de agosto. De acordo com decreto municipal assinado neste sábado (1º), fica autorizado reservas em hotéis, pousadas e meios de hospedagem, porém é necessário seguir estritamente os protocolos sanitários.

 

 

O novo decreto de funcionamento destaca também que restaurante e barracas de praia e lagoa, terão horário de funcionamento reduzido e público limitado a 50% da capacidade local. Além disso, as empresas que terão retomada gradual “deverão adotar todos os cuidados necessários para a preservação da saúde e da integridade de seus entregadores e clientes”.  

Segundo Secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Meio ambiente do Município, Ricardo Gusso, mais de 600 pessoas, que trabalham diretamente com o turismo na região, estão sendo capacitadas, por meio de treinamentos, em biossegurança para a retomada das atividades.

“Esperamos que quando reabrir a Vila, e reabrir também a Lagoa do Paraíso, todos possam colocar em prática todo esse aprendizado, os protocolos de segurança que vem sendo orientados”, pontua.  

O documento para a liberação gradual levou em consideração os números da pandemia na região, onde a taxa de letalidade é umas da menores do Ceará (1,4%). Outro critério considerado foi as necessidades dos setores econômicos do Município, que tem no turismo a sua maior movimentação, mas frisando a “prudência e responsabilidade social de conter os índices de contaminação comunitária causada pela propagação do vírus”, frisa. 

Esse impacto econômico foi sentido fortemente pela empresária do ramo do turismo, Ana Clara Souza. “Para gente foi uma situação bem complicada, porque nós nunca tínhamos ficado sem turistas aqui na Vila [de Jericoacoara], mas a procura continuava e tínhamos que negar e já estamos, praticamente, a cinco meses sem trabalhar, um impacto muito grande”, conta. A Vila recebe cerca de 70 mil turistas só no mês de julho, segundo a Prefeitura do Município.  

Hospedagem

Os serviços que pararam ainda em março, podem voltar a realizar reservas em hotéis, pousadas ou qualquer outro meio de hospedagem, mas fica sendo obrigatório seguir o protocolos sanitários, como fornecer os equipamentos de proteção individual, tanto para clientes quanto para funcionários, além de adotar medidas para evitar aglomerações no estabelecimentos.

Legenda: Os locais estão passando por adaptações para respeitar as medidas de segurança
Foto: Mateus Ferreira

Também fica obrigatório “a comunicação pelos estabelecimentos a todos os hóspedes/clientes das restrições municipais, bem como a permanência de comunicados e orientações sanitárias nas dependências do estabelecimento”, enfatiza do documento. 

Pensando nesses protocolos, de acordo com Helena Farias, uma série de adaptações foram feitas na pausada pela qual é responsável.

“Estamos a algumas semanas com um grande investimento, como o para locais físicos, como construção de locais específicos para recebimento de mercadorias, higienização e sanitização. [Também] fizemos investimento em toda a parte de madeira que tínhamos, todo nosso mobiliário foi novamente pintado com material possível de sanitização”, destaca. 

“Fizemos investimento em EPIs para funcionários, além de máscaras e álcool em gel para o cliente que chega, o nosso hóspedes. Além disso investimos treinamento, todas as equipes foram treinadas com manuais específicos para cada setor. Então acreditamos que vamos retomar seguros dos protocolos de prevenção a Covid-19 que estamos cumprindo”, aponta Helena.

Restaurantes

As barracas de praia e lagoa, e restaurantes, também receberam uma orientação mais específica no decreto municipal de 1 de agosto. De acordo com o documento os estabelecimentos só poderão funcionar, em ocupação de espaço físico presencialmente por clientes, das 7h às 18h. Depois desse horário, só é permitido a retirada ou entrega de refeições, sem atendimento em mesa ou balcão no local. 

Os restaurantes também devem garantir um público presencial limitado a 50% da capacidade total do local. No local, as mesas tem que ser organizadas a um afastamento mínimo de 2 metros. E também fica fica de responsabilidade do estabelecimento evitar aglomerações, no interior e exterior dos locais.

“Em caso de formação de filas, dentro ou fora do estabelecimento, deverão ser obedecidas as medidas de prevenção quanto ao distanciamento mínimo (com as devidas demarcações realizadas pelo estabelecimento) e ao uso de máscaras e EPI’s”, aponta o decreto.

A empresária Mariela Leitão, dona de dois restaurantes na ilha, conta que fez mudanças estruturais no estabelecimento para dar mais segurança tanto a clientes quanto a funcionários, nesse momento de retomada das atividades. “Eu abri todo o teto para ficar 100% ao ar livre, para conseguir dar segurança aos frequentadores”, comenta.

“E lógico, que depois, eu acho que Jericoacoara, não vai ter dificuldade nenhuma de ter um turismo mais frequente, e aos poucos a gente vai se adaptando. Não vai ser fácil”, conclui.   

        

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