Alunos desenvolvem maionese vegana à base de coco

O trabalho foi desenvolvido na Fatec Cariri, em Juazeiro do Norte. O produto será apresentado, no meio do ano, em feiras de Crato e Fortaleza.

Foto: Foto: Divulgação

Três alunos do curso superior de Tecnologia em Alimentos da Faculdade de Tecnologia Centec (Fatec) Cariri, em Juazeiro do Norte, desenvolveram uma maionese vegana à base de coco verde. O processo de fabricação é o mesmo do produto tradicional, mas com a utilização do sal negro – um ingrediente indiano feito com uma combinação de ervas – em substituição ao ovo. 

O produto foi criado pelos estudantes Davidson Ferrer, Luan Figueiredo e Kelvia Leal durante a disciplina de Análise Sensorial, que também utilizaram os conhecimentos das aulas de Higienização e Óleos e Gorduras. O projeto foi desenvolvido no Laboratório de Processamento de Alimentos de Origem Vegetal, sob a orientação da professora Natasha Monteiro. 

Segundo o estudante Davidson Ferrer, a substituição do ovo cru, que é utilizada na maionese tradicional, evita o risco de contaminação por salmonela. “Por isso, fizemos um teste com o sal negro, encontrado em casas de produtos naturais e deu super certo”, garantiu.  

O aluno explica que este produto é utilizado numa quantidade mínima e exala um cheiro forte no início, pela liberação de enxofre. “Na medida em que a homogeneização vai ocorrendo, ele perde esse cheiro e dá a textura necessária”, explica Davidson, que segue agora para o 5º semestre na faculdade. A inovação também leva suco de limão e azeite.  

O resultado é um produto com baixo teor de gordura, sem ovo, sem glúten, sem lactose e 100% vegano. E os alunos garantem que o sabor é surpreendente. “A professora ficou muito animada com o resultado que apresentamos na sala e nos estimulou a seguir com esse projeto”, garantiu o estudante.  

Os próximos passos desenvolvidos neste semestre são as análises fisico-químicas, microbiológicas e o valor nutricional. A ideia é apresentar o produto da Expocrato, em Crato, e na Feira de Conhecimento, em Fortaleza. “Vamos realizar todas as análises necessárias para levar o produto ao mercado e chegar às pessoas”, completa Davidson.  

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