CPI da Covid-19 ouve Emanuel Catori, sócio da Belcher Farmacêutica

Empresário deve explicar aos senadores intenções de compra sobre vacina Convidecia, da China

Emanuel Catori sentado à bancada da CPI da Covid-19
Legenda: Emanuel Catori tem o direito de ficar em silêncio e de não produzir provas contra si mesmo
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A CPI da Covid-19 no Senado Federal ouve, nesta terça-feira (24), o empresário Emanuel Catori, sócio da Belcher Farmacêutica. Na condição de convocado, o depoente deve explicar e detalhar intenções de compra envolvendo o imunizante Convidecia, do laboratório CanSino, da China. As informações são da CNN.

O imunizante chinês virou alvo da CPI em razão de o processo de negociação com o Governo Federal ter similaridades com o caso da vacina indiana Covaxin: houve uma empresa intermediando tratativas e sinalização de preço mais alto por uma dose.

A vacina indiana foi tratada pelo preço de US$ 17 por dose, saindo como o maior dentre todos os imunizantes adquiridos pelo Ministério da Saúde (MS) até então.

No processo, a Belcher era dita empresa intermediária responsável pelas negociações no País. Em 17 de junho, porém, a gência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu um comunicado da CanSino informando sobre o descredenciamento da empresa para a vacina.

Empresa citada em operação

Além disso, a companhia foi citada na Operação Falso Negativo, do Ministério Público do Distrito Federal (MPDF), que investigou superfaturamento de produtos adquiridos pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), principalmente testes de Covid-19.

Emanuel Catori tem o direito de ficar em silêncio e de não produzir provas contra si mesmo, o qual foi concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O empresário pode, ainda, contar com o auxílio do advogado dele, com quem poderá conversar reservadamente.

Catori também não poderá ser submetido a prisão devido ao seu direito de defesa.