Nome de Soraia é rejeitado pelos deputados
Escrito por
Redação
producaodiario@svm.com.br
A Assembléia Legislativa rejeitou, ontem, por 23 votos a favor, 17 contra e três abstenções, o nome da ex-secretária de Administração, Soraia Thomaz Dias Victor, para o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Para ser aprovada, a indicação do governador Lúcio Alcântara (PSDB), precisaria de, no mínimo, 24 votos. A votação foi secreta.
Participaram da votação 43 deputados estaduais, de um total de 46. Não estiveram presentes os deputados petistas Artur Bruno e José Nobre Guimarães e Gislaine Landim (sem partido).
´A bancada do governo, em sua maioria, não acompanhou´, disse o líder governista Osmar Baquit (PSDB). A exemplo de outros parlamentares da base de apoio ao governo, Baquit evitou fazer especulação sobre deputados que, segundo ele, não votaram a favor do nome de Soraia. ´Como o voto é secreto, qualquer discrepância é injusta´, afirmou o líder. ´Não é hora de a gente estar colocando quem votou a favor e quem votou contra´, ponderou ele.
Logo após o anúncio do resultado, alguns deputados - a maioria governista - reuniram-se em uma sala ao lado do Plenário. Estiveram presentes os tucanos Marcos Cals (PSDB), presidente da AL, Osmar Baquit, Fernando Hugo, líder do PSDB, Paulo Duarte e Tânia Gurgel. Também participaram o líder do PMDB Pedro Uchoa, Valdomiro Távora (PPB) e José Albuquerque (PPS).
´Mesmo sabendo das turbulências que antecederam a votação, sentimo-nos traídos, sem podermos nem devermos especificar os judas´, declarou o líder Fernando Hugo. Segundo ele, a ´justificativa´ para a rejeição de Soraia Victor para o TCE deve-se ao fato de ela, quando titular da Secretaria da Administração (Sead), não ter satisfeito a parte do parlamento. ´Não podemos desvincular o achado de hoje (ontem) da rejeição do nome do doutor Sarto no final do semestre passado´, disse Hugo.
O parlamentar refere-se a José Sarto Freire Castelo, também rejeitado pela Assembléia, no final da Legislatura passada para a mesma vaga. Sarto Castelo, foi vetado para o TCE, conforme orientação política da bancada do PSDB. O ex-governador e hoje senador Tasso Jereissati (PSDB), desde o final de seu governo, havia feito acertos políticos em torno do nome de Soraia.
A atuação de Soraya na Sead foi definitiva para a rejeição de seu nome para o TCE. Essa é a avaliação do líder do PT em exercício, Nelson Martins. Segundo o petista, durante a discussão que precedeu a votação, foi questionado o comportamento da indicada, quando, segundo ele, a então secretária da Administração não acatava decisões judiciais, inclusive do TCE. Antes da votação, Martins dizia acreditar que o nome de Soraya seria aprovado e a oposição teria no máximo doze votos, cinco a menos do resultado oficial.
´Ela não pode fazer parte dessa corte´, completa o líder do PDT, deputado Heitor Férrer, lembrando que o Tribunal é um órgão auxiliar da Assembléia Legislativa. Na opinião dele, ao desacatar posições do TCE, Soraia Victor desacatava indiretamente o Poder Legislativo cearensea.
Participaram da votação 43 deputados estaduais, de um total de 46. Não estiveram presentes os deputados petistas Artur Bruno e José Nobre Guimarães e Gislaine Landim (sem partido).
´A bancada do governo, em sua maioria, não acompanhou´, disse o líder governista Osmar Baquit (PSDB). A exemplo de outros parlamentares da base de apoio ao governo, Baquit evitou fazer especulação sobre deputados que, segundo ele, não votaram a favor do nome de Soraia. ´Como o voto é secreto, qualquer discrepância é injusta´, afirmou o líder. ´Não é hora de a gente estar colocando quem votou a favor e quem votou contra´, ponderou ele.
Logo após o anúncio do resultado, alguns deputados - a maioria governista - reuniram-se em uma sala ao lado do Plenário. Estiveram presentes os tucanos Marcos Cals (PSDB), presidente da AL, Osmar Baquit, Fernando Hugo, líder do PSDB, Paulo Duarte e Tânia Gurgel. Também participaram o líder do PMDB Pedro Uchoa, Valdomiro Távora (PPB) e José Albuquerque (PPS).
´Mesmo sabendo das turbulências que antecederam a votação, sentimo-nos traídos, sem podermos nem devermos especificar os judas´, declarou o líder Fernando Hugo. Segundo ele, a ´justificativa´ para a rejeição de Soraia Victor para o TCE deve-se ao fato de ela, quando titular da Secretaria da Administração (Sead), não ter satisfeito a parte do parlamento. ´Não podemos desvincular o achado de hoje (ontem) da rejeição do nome do doutor Sarto no final do semestre passado´, disse Hugo.
O parlamentar refere-se a José Sarto Freire Castelo, também rejeitado pela Assembléia, no final da Legislatura passada para a mesma vaga. Sarto Castelo, foi vetado para o TCE, conforme orientação política da bancada do PSDB. O ex-governador e hoje senador Tasso Jereissati (PSDB), desde o final de seu governo, havia feito acertos políticos em torno do nome de Soraia.
A atuação de Soraya na Sead foi definitiva para a rejeição de seu nome para o TCE. Essa é a avaliação do líder do PT em exercício, Nelson Martins. Segundo o petista, durante a discussão que precedeu a votação, foi questionado o comportamento da indicada, quando, segundo ele, a então secretária da Administração não acatava decisões judiciais, inclusive do TCE. Antes da votação, Martins dizia acreditar que o nome de Soraya seria aprovado e a oposição teria no máximo doze votos, cinco a menos do resultado oficial.
´Ela não pode fazer parte dessa corte´, completa o líder do PDT, deputado Heitor Férrer, lembrando que o Tribunal é um órgão auxiliar da Assembléia Legislativa. Na opinião dele, ao desacatar posições do TCE, Soraia Victor desacatava indiretamente o Poder Legislativo cearensea.