Conheça Rodrigo Pacheco, novo presidente do Senado

Senador por Minas Gerais tem 44 anos e recebeu 57 votos

Escrito por Redação/Agência Senado,

Política
rodrigo pacheco
Legenda: O senador Rodrigo Pacheco é do partido Democratas, de Minas Gerais
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o presidente eleito do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), declarou postura de “independência”. “Não haverá nenhum tipo de influência externa capaz de influenciar a vontade livre e autônoma dos senadores. A busca do consenso haverá de ser uma tônica, mas há instrumentos e procedimentos próprios da democracia para se extrair uma conclusão. A conclusão que advenha da vontade da maioria”, disse. 

Após a votação, afirmou que, além da independência da Casa, trabalhará pelo combate à pandemia e pelo equilíbrio econômico do País. 

Trajetória

Eleito com 57 votos, Rodrigo Otavio Soares Pacheco é natural de Porto Velho (RO), tem 44 anos e foi o mais jovem conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre 2013 e 2015.

Mudou-se ainda criança para a cidade de Passos, em Minas Gerais. É formado em Direito pela PUC de Minas e especialista em Direito Penal Econômico, tendo atuado na área criminalista até 2016.

Pelo estado de Minas Gerais, foi eleito para a Câmara dos Deputados em 2014. Durante o mandato presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

Em 2018, foi o candidato ao Senado mais votado pelos mineiros, com 3.616.864 votos (20,49%). Na Casa, já atuou como vice-presidente da Comissão de Transparência e Governança (CTFC). E se posicionou contra o Decreto das Armas do Governo, que flexibilizava o porte e a posse para os cidadãos.

Eleição no Senado

Pacheco recebeu o apoio de nove partidos: DEM, PT, PP, PL, PSD, PSC, PDT, Pros e Republicanos, além do presidente Jair Bolsonaro. Ele venceu Simone Tebet (MDB-MS), que teve 21 votos.

Na tribuna, pedindo o voto dos colegas, defendeu a “pacificação das instituições”.  Afirmou que vai atuar pelo tripé “saúde pública, desenvolvimento social e crescimento econômico” e assegurou a defesa da “moralidade e da ética, no combate sempre constante e não casuísta da corrupção”.

Quando lançou a candidatura, fez um manifesto em que se comprometeu a garantir as liberdades, a democracia, as estabilidades social, política e econômica do Brasil, bem como a segurança jurídica, a ética e a moralidade pública, com respeito às leis e à Constituição.