Camilo Santana quer melhor relação com China e OMS para avanço do combate à pandemia

Em reunião com o presidente do Senado, o governador sugeriu que haja maior esforço conjunto entre os presidentes da República, do Senado e da Câmara, visando a compra e distribuição de vacinas

Escrito por
Felipe Azevedo producaodiario@svm.com.br
Camilo em audiência com o Comitê da Covid - senadores e governadores
Legenda: Na reunião - com a participação de governadores e demais senadores que integram a Comissão Covid -, Camilo apresentou os números da pandemia no estado.
Foto: Reprodução

O governador Camilo Santana (PT) defendeu que haja uma maior cooperação nacional para o enfrentamento à pandemia no Brasil. Em audiência virtual com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), nesta quinta-feira (11), o chefe do Executivo cearense também pediu mais rapidez na compra de vacinas e auxílio da União para custear leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Ceará, reservados para pacientes com Covid-19.  

Na reunião, com a participação de governadores e demais senadores que integram a Comissão Covid, Camilo apresentou os números da pandemia no Estado.  O alerta feito pelo petista é de que, em dezembro do ano passado, o Ceará mantinha apenas 186 leitos de UTI, ampliados para 1.013 atualmente, e já com cerca de 90% de ocupação.  

“Há necessidade de uma articulação nacional. Estamos vivendo uma catástrofe no Brasil. É preciso ter uma coordenação nacional, uma ação conectada (...) para apressar a vinda de vacinas [...]. É importante o esforço das relações diplomáticas pelo presidente da República, do Senado e da Câmara”, destacou o governador. 

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Durante a audiência, Camilo argumentou que as observações são sugestões do governo cearense, uma vez que que as decisões são tomadas em âmbito nacional. O esforço, segundo o governador, é em prol de que o Brasil se aproxime da China para a compra de imunizantes e que mantenha uma relação de parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS).  

“A OMS está muito preocupada com o avanço da pandemia no Brasil. Tenho acompanhado o esforço do Ministério (da Saúde), da Fiocruz, do Butantan e dos governadores. Todos temos tentados a articulação de compra direta, mas é uma disputa internacional. A minha sugestão seria um esforço dessa relação diplomática e principalmente nos países que hoje, como a China, para acelerar a vacina”, sugeriu o governador.  

Esforço na diplomacia

Trata-se de uma estratégia conservar as tratativas com o governo chinês. A china é a produtora do ingrediente farmacêutico ativo (IFA), insumo responsável justamente pela fabricação de vacinas. Camilo também defendeu um “esforço maior” na diplomacia brasileira com a Índia e com os Estados Unidos.  

Ainda na semana passada, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que espera ter, em março, de 25 milhões até 28 milhões de doses entregues aos estados para cumprir o Plano Nacional de Imunização (PNI). Ele citou os imunizantes produzidos com IFA importado da China, além das doses prontas vindas do laboratório Serum da Índia. 

Em uma rede social, Camilo Santana escreveu que “Em função da gravidade da pandemia e o rápido aumento de casos e óbitos em todo o país, esse diálogo permanente com o Senado Federal é muito importante para realizarmos uma ação coordenada de combate à Covid no Brasil”.  

 

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