Jiu-Jitsu: uma ferramenta eficaz no combate ao assédio sexual

Nos últimos anos, em várias cidades brasileiras, temos testemunhado um aumento alarmante nos casos de assédio sexual contra mulheres

Escrito por Daniel Machado ,
Professor na Machado Brazilian Jiu-Jitsu
Legenda: Professor na Machado Brazilian Jiu-Jitsu

Nos últimos anos, em várias cidades brasileiras, temos testemunhado um aumento alarmante nos casos de assédio sexual contra mulheres em locais de trabalho, festas e até mesmo em espaços públicos. Nem mesmo o sistema de câmeras consegue coibir a ação de oportunistas que tratam as mulheres como objeto sexual. Essa realidade sombria destaca a urgência de encontrarmos soluções para evitar esse tipo de comportamento. Nesse contexto, o jiu-jitsu pode ser percebido como uma alternativa viável com intuito de neutralizar o indivíduo que comete o crime até a chegada da polícia.

Uma das principais razões pelas quais o jiu-jitsu se destaca como uma forma eficaz de combater o assédio sexual é a sua ênfase na defesa pessoal. Ao aprender golpes específicos, como evitar a pegada de cabelo quando uma mulher está sendo abordada de forma agressiva, ou como se desvencilhar de um agressor e se posicionar de forma segura em situações de enquadramento contra uma parede, por exemplo, as praticantes de jiu-jitsu adquirem não apenas habilidades físicas, mas também confiança para esse enfrentamento.

Essa arte marcial ensina princípios fundamentais de controle e domínio sobre o próprio corpo, o que é essencial para lidar com situações de violência. Ao internalizar esses critérios, as mulheres se tornam mais capazes de reconhecer e responder a comportamentos abusivos e invasivos. Não se trata apenas da importância de aprender técnicas de defesa pessoal, mas também de desenvolver uma mentalidade resiliente que torna possível escapar de atos de crueldade e qualquer tipo de confronto. São estratégias para lidar com situações adversas.

Vale destacar que o jiu-jitsu não é a solução única para o problema, pois é necessário um esforço conjunto da sociedade, incluindo políticas de prevenção, educação e punição para todos os agressores. No entanto, o jiu-jitsu pode ocupar um papel importante como ferramenta indispensável na promoção de um ambiente mais seguro para as mulheres. É hora de reconhecer esse potencial como parte de uma abordagem abrangente no combate aos inúmeros casos de assédio sexual. Sigamos firmes em busca de uma cultura de respeito.

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