Ensino Híbrido: O que esperar do ecossistema de educação no Brasil para 2024

Escrito por Carlos Pirovani ,
Carlos Pirovani é CEO da Estuda.com
Legenda: Carlos Pirovani é CEO da Estuda.com

Nos últimos anos, o ensino híbrido tem crescido em ritmo acelerado no Brasil, sobretudo com o avanço da Inteligência Artificial, trazendo para o cenário de 2024 um ecossistema com infinitas possibilidades tecnológicas e adaptativas. Hoje, as escolas particulares e públicas têm acesso a diversas opções oferecidas por empresas de tecnologia voltadas para a educação que estão revolucionando o processo de aprendizagem dentro e fora das salas de aula. 

As ferramentas permitem um ensino mais personalizado em grande escala, apoiado por algoritmos que se ajustam às necessidades individuais de cada aluno, melhorando o desempenho acadêmico e ao mesmo tempo promovem um ambiente inclusivo e dinâmico de aprendizagem. Os materiais digitais, assim como os tradicionais, não só levam conhecimento, como provam que é possível resgatar o brilho nos olhos dos estudantes com aulas cheias de entusiasmo e recursos tecnológicos. 

Todos acabam sendo beneficiados: professores, alunos, pais e responsáveis. Os professores têm a otimização de tempo com menos tarefas manuais, principalmente no processo de criação e correção de provas. Além disso, as ferramentas oferecem uma visão clara do desempenho dos alunos, trazendo ao docente uma compreensão detalhada dos pontos fortes e fracos, proporcionando um maior controle nas atividades extraclasse e mais tempo para se concentrar na evolução dos alunos.

Assim como os estudantes, os pais e responsáveis ficam felizes com feedbacks mais rápidos e uma maior transparência nas correções, reduzindo em até 90% os pedidos de revisão de notas. Por exemplo, o professor não fala simplesmente que o aluno tirou 7, e sim o que ele acertou e precisa melhorar.  As instituições de ensino ao trazerem essa abordagem personalizada não somente auxiliam os professores na elaboração de estratégias mais direcionadas, como também permite aplicar intervenções eficazes ao longo do ano letivo, reduzindo em mais de 60% o índice de reprovações. 

Já os alunos, podem ter uma melhor gestão do autoconhecimento, sabendo dos pontos fracos e fortes ao longo do ano letivo, tendo uma visão completa do seu progresso. As plataformas digitais de ensino também atuam como um assistente pessoal, fornecendo a orientação necessária de aprendizagem, mostrando com clareza onde os alunos devem focar seus esforços. Há também uma ampla variedade de materiais de estudo, com diversas questões, além de métodos modernos que engajam com uma aprendizagem mais envolvente e eficiente. 

A educação digital de fato veio para ficar e o futuro no país é promissor. Porém, embora o acesso à internet tenha avançado em território nacional, há ainda desafios e disparidades econômicas que precisam ser superados para a igualdade de oportunidades. Um estudo realizado pelo Cetic (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação) em 2022 revelou que 94% das instituições de Ensino Fundamental e Médio estão conectadas à rede, mas apenas 58% contam com computador e Internet para uso dos estudantes.

A meu ver, embora os dados sejam preocupantes, eles nos mostram a importância de haver um trabalho conjunto entre governos, empresas do ecossistema de educação, instituições de ensino e educadores para que esses desafios sejam superados e todos os alunos possam ter o melhor que a tecnologia pode oferecer enquanto uma grande aliada ao processo de aprendizagem. 

Carlos Pirovani é CEO da Estuda.com

Flávia Marçal é advogada, doutora em Ciências Sociais e professora da UFRA |  Lucelmo Lacerda é doutor em Educação
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