A importância da cultura de segurança no nosso dia a dia

Escrito por
Phillipe Brandão producaodiario@svm.com.br
Phillipe Brandão é diretor de Negócios da Camed Corretora de Seguros
Legenda: Phillipe Brandão é diretor de Negócios da Camed Corretora de Seguros

A cultura de segurança precisa avançar em nosso país. O mercado de seguros, por exemplo, ainda tem um vasto caminho a percorrer. Apenas 17% da frota de automóveis possui seguro, 17% das residências contam com alguma proteção, 25% da população possui plano de saúde suplementar, e apenas 16% têm plano odontológico. Esses números mostram o quanto a população ainda precisa amadurecer sobre a importância de planos de seguridade, sejam para pessoas, famílias e negócios.

Muitos ainda enxergam os seguros como despesas, não como investimentos. Entretanto, a realidade é que eles oferecem proteção essencial em diversas situações. Um exemplo prático: um seguro automotivo protege o proprietário contra eventos inesperados, como um roubo ou colisão a terceiros. Sem seguro, o cliente arca com um prejuízo total que, em geral, é muito maior do que o custo de estar protegido.

É verdade que questões financeiras impedem muitos de contratar seguros. Contudo, o mercado atual oferece uma variedade de produtos customizados, cujo pagamento se torna viável com um bom planejamento financeiro.

Recentemente, o Governo Federal, em parceria com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), lançou o Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PDMS). O objetivo é fazer com que, até 2030, a cultura de seguro seja mais relevante aumentando a participação do setor de seguros no Produto Interno Bruto (PIB) de 6,1% para 10,1%, alcançando R$ 1,1 trilhão em prêmios. As indenizações (o que retorna a sociedade fazendo com o que o produto de seguro entregue seu propósito), que hoje somam R$ 465 bilhões, poderão chegar a R$ 745 bilhões com a execução do plano.

Para essa expansão, é necessário um movimento coordenado em todo o mercado segurador. Uma iniciativa promissora seria o governo federal em parceria com todos os stakeholders do mercado estabelecerem parcerias com instituições de ensino. Atualmente, falta atratividade para carreiras no setor. É raro ver jovens aspirando ser corretores de seguros, por exemplo. Criar essa conexão com a educação pode estimular o desenvolvimento de profissionais qualificados para atender a crescente demanda no setor.

O mercado de seguros está em plena expansão, e todos podem se beneficiar: empresas, profissionais e, principalmente, os clientes, que terão acesso a um setor mais abrangente e preparado para suas necessidades. A hora de investir nessa transformação é agora.

Phillipe Brandão é diretor de Negócios da Camed Corretora de Seguros

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