Consórcio como potencializador do agronegócio

Escrito por
Tatiana Schuchovsky Reichmann producaodiario@svm.com.br
Tatiana Schuchovsky Reichmann é CEO da Ademicon
Legenda: Tatiana Schuchovsky Reichmann é CEO da Ademicon

Dados divulgados pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em julho deste ano mostram que o agronegócio brasileiro fechou o primeiro semestre com superávit acumulado de US$ 74,07 bilhões, o que representa um crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período de 2022. As exportações do setor somaram US$ 82,33 bilhões, enquanto as importações, US$ 8,25 bilhões – valores 3,9% e 1,6%, respectivamente, acima dos observados no ano passado.

Seguindo o mesmo ritmo de crescimento do setor do agronegócio, os consórcios injetaram potencialmente quase R$ 12 bilhões no segmento, de 2019 a 2023, segundo a ABAC (Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios). Ainda de acordo com uma pesquisa da associação, divulgada em junho deste ano, somente as adesões ao consórcio de máquinas e implementos agrícolas cresceram mais de 350% nos últimos cinco anos.

Além de máquinas e implementos, a modalidade oferece outras oportunidades para a aquisição de bens e serviços relativos ao agronegócio. Com o consórcio de imóveis, por exemplo, os créditos podem ser utilizados para a construção de galpões, silos e outras instalações nas propriedades, bem como nas áreas de confinamento e reprodução. Isto em um momento em que os gargalos de infraestrutura e armazenamento de grãos têm ganhado atenção e importância, em virtude do grande aumento da produção.

Por meio do consórcio ainda é possível a aquisição de veículos pesados (caminhões) e implementos rodoviários para escoamento das safras e o investimento na aquisição de drones, equipamentos de segurança e de geração de energia, entre outros. Há ainda os que aderem à modalidade para a compra de aeronaves, especialmente voltadas ao manejo da lavoura – aplicação de fertilizantes, sementes, combate às pragas e até combate a incêndios.

É nítida também a presença cada vez maior da tecnologia neste segmento a partir de tratores e colheitadeiras que são comandadas por computadores de mão e máquinas que fazem o escaneamento e identificam o quanto de defensivos é necessário para cada área, dentre outras especialidades que ajudam o agricultor a economizar em todos os sentidos.

E os pontos positivos da parceria entre o consórcio e o agronegócio não param por aí: a compra de equipamentos e serviços aumenta a produtividade e reduz as despesas com produção. E a partir da modalidade o produtor-consorciado consegue reduzir custos e aumentar sua lucratividade, considerando fatores como planejamento financeiro, ausência de juros, custo final e crédito disponível.

É uma forma sustentável de adquirir máquinas, equipamentos, instalações móveis ou fixas com tecnologia embarcada, o que potencializa cada vez mais a cadeia do agronegócio, que é propulsora da economia nacional. Juntos, o consórcio e o agronegócio podem fazer muito para que a economia brasileira evolua a partir de soluções tangíveis aos produtores.

Tatiana Schuchovsky Reichmann é CEO da Ademicon

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