Bibliotecas necessárias

Escrito por
Gilson Barbosa producaodiario@svm.com.br
Gilson Barbosa é jornalista
Legenda: Gilson Barbosa é jornalista

A XXVI Bienal do Livro de São Paulo, encerrada no último dia 10, mais uma vez foi prestigiada pelos estudantes e o público em geral, com uma extensa e diversificada programação muito bem recebida pelos apreciadores da leitura.

Neste âmbito, destacou-se uma campanha nacional, lançada e promovida pelo Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo , em parceria com o Conselho Federal de Biblioteconomia. A campanha, denominada “Sou Biblioteca Escolar”, busca o cumprimento, na íntegra, da Lei no. 12.244, de 24 de maio de 2010. Esta dispõe sobre a obrigatoriedade da existência de bibliotecas escolares em todas as instituições de ensino do Brasil, sejam elas públicas ou particulares.

Da mesma forma, a lei obriga todos os gestores a providenciarem um acervo de, no mínimo, um livro para cada aluno matriculado na escola. O problema é que, embora o fim do prazo para o cumprimento das disposições constantes da lei tenha terminado em maio de 2020, seus objetivos não foram atingidos. Por conseguinte, a realidade continua muito difícil para os estudantes de boa parte das escolas brasileiras.

Na verdade, o objetivo da campanha é o de sensibilizar as autoridades a cumprirem o que está disposto na lei, beneficiando assim um enorme contingente de alunos sem acesso a uma biblioteca nas escolas onde estudam.

Conforme a quarta edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, desenvolvida pelo Instituto Pró-Livro, a média anual de leitura por cada cidadão brasileiro é de menos de cinco livros - ou, mais exatamente, 4,96 livros por habitante. E, desta quantidade, os leitores leem apenas 3 livros até o final.

Neste aspecto, em que se constata a necessidade de que programas de incentivo à leitura nas escolas, fundamentais para a difusão do conhecimento, sejam implementados, é mais do que oportuna a campanha. Há ainda muito trabalho a ser feito para que se concretize, na prática, o sonho do patrono da literatura infantil brasileira, o paulista Monteiro Lobato (1882-1948), resumido em sua célebre frase: “Um país se faz com homens e livros”. A leitura é a base desta construção.

Gilson Barbosa é jornalista

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