Negócios

Entidades buscam mudança em contrato da Enel para reduzir próximos reajustes

Reajuste previsto anteriormente era da ordem de 18% e foi reduzido a 8,9%, em média. Entidades pedem revisão contratual para que custos da distribuidora sejam atrelados ao IPCA e não mais ao IGP-M

Escrito por Ingrid Coelho/Ana Beatriz Farias producaodiario@svm.com.br
22 de Abril de 2021 - 17:35 (Atualizado às 17:38)
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Legenda: Reajuste médio aprovado pela Aneel para a Enel Distribuição Ceará foi de 8,9%
Foto: Shutterstock

Mesmo ainda considerado alto, o reajuste médio de 8,95% da tarifa de energia elétrica da Enel Distribuição Ceará foi considerado "satisfatório" por entidades do setor produtivo consultadas pela reportagem. O reajuste foi anunciado nesta quinta-feira (22) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Nos últimos meses, uma frente formada pelo Sindicato das Indústrias de Energia do Ceará (Sindienergia-CE), Conselho de Consumidores da Enel Distribuição Ceará (Conerge) e Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) reforçou à Aneel a preocupação sobre o impacto que o reajuste tarifário poderia ter sobre as empresas diante da segunda onda da pandemia de coronavírus.

Conforme o presidente do Conselho de Consumidores da Enel Ceará, Erildo Pontes, inicialmente se falava em um reajuste próximo do patamar de 20%.

"Estávamos trabalhando com um objetivo de ter um reajuste de 4%, 5% (próximo ao da inflação medida pelo IPCA). Mas nós consideramos que o nosso trabalho foi bom, porque na planilha inicial que nos passaram estava previsto um reajuste de 18,11%", pontua.