'Retrocesso para a indústria', diz Fiec sobre fim da 'taxa das blusinhas'

Segundo a entidade, a medida amplia a desigualdade concorrencial entre empresas brasileiras e fornecedores internacionais.

Escrito por
Victor Ximenes producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 15:45)
Legenda: Setor têxtil brasileiro pode ser impactado.
Foto: Arquivo/Diário do Nordeste

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) divulgou nota, nesta quarta-feira (13), com críticas ao fim da cobrança tributária sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas de comércio online, popularmente chamada de 'taxa das blusinhas'.

Segundo a entidade, a medida amplia a desigualdade concorrencial entre empresas brasileiras e fornecedores internacionais, criando condições desfavoráveis para a indústria e o varejo nacionais.

"A indústria brasileira já enfrenta elevados custos de produção, complexidade tributária e desafios logísticos significativos. A retirada da tributação sobre compras internacionais enfraquece ainda mais a competitividade do setor produtivo nacional, além de colocar em risco empregos formais e investimentos estratégicos para o desenvolvimento econômico do País", ressalta a Fiec.

Para a Federação das Indústrias, a "taxa das blusinhas" representou um importante avanço na busca por maior equilíbrio concorrencial entre produtos nacionais e importados.

"Sua revogação representa, portanto, um retrocesso para a indústria, o comércio e toda a cadeia produtiva brasileira".