UPA do bairro Edson Queiroz tem sobrecarga na demanda por oxigênio e transfere pacientes, diz SMS

Secretária Municipal da Saúde afirmou que nenhum paciente ficou sem oxigênio

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Legenda: No domingo (14), alguns familiares de pacientes afirmaram que não receberam o boletim médico que costuma sair às 16h
Foto: Kid Júnior

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Edson Queiroz, em Fortaleza, teve uma sobrecarga na demanda por oxigênio devido ao grande número de pacientes com Covid-19, neste sábado (13) e domingo (14). De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), houve transferência de pacientes e nenhum ficou sem oxigênio. 

A Secretária da Saúde, Ana Estela Leite, afirmou em transmissão nas redes sociais nesta segunda-feira (15) que a UPA tinha mais pessoas esperando por internação do que a capacidade comportada.

A reportagem do Sistema Verdes Mares esteve na unidade neste domingo (14) e presenciou a intensa movimentação de ambulâncias.

Alguns familiares de pacientes estavam na entrada da unidade afirmaram, sem se identificar, que não receberam o boletim médico que costuma sair às 16h. Eles relataram preocupação por não saber se seus parentes haviam sido transferidos e onde estavam. 

Com o comprometimento da oferta de oxigênio, pacientes foram transferidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para outras unidades de saúde da capital. A secretária classificou o processo de transferência como uma 'operação de guerra'.

"Contamos com apoio da regulação, de toda e rede de leitos e principalmente do Samu. E assim a gente pôde evitar um colapso e nenhum paciente ficou sem oxigênio", afirmou Ana Estela.

A secretária ressaltou que as UPAs são a porta de entrada para os pacientes com Covid-19. "Em alguns momentos elas ficam com a capacidade instalada sobrecarregada, com um número de pacientes superior ao que elas estão preparadas para atender", disse. 

A Prefeitura de Fortaleza anunciou, neste domingo (14), que deve abrir 82 leitos exclusivos para pacientes com Covid-19 até o fim desta semana. A capacidade atual é de 644 leitos para a doença. 

"A SMS ressalta que o município está vivenciando um aumento crescente no número de casos, sendo necessário o apoio da população no cumprimento das regras de isolamento social rígido impostas pelo decreto estadual", afirmou a pasta em nota.

Oxigênio

Municípios cearenses estão com problemas no fornecimento de oxigênio, mas o estoque está garantindo, conforme anunciou o Governador Camilo Santana

Neste domingo (14), o secretário municipal da Saúde de Paracuru, Ângelo Nóbrega, confirmou que a prefeitura foi procurada por Uruburetama, Pentecoste, Paraipaba e Santa Quitéria devido à escassez de oxigênio e leitos

A rede de saúde pública da Capital tem três UPAs com usinas de oxigênio, que produzem o insumo através de energia, segundo a SMS. 

O estoque do insumo nos hospitais privados de Fortaleza também está garantido, segundo a Associação dos Hospitais do Estado do Ceará (Ahece). 

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