Motoristas e cobradores decidem suspender greve em Fortaleza

A decisão foi confirmada em duas assembleias da categoria realizadas nesta quarta (9)

Assembleia do Sintro
Legenda: Primeira assembleia do Sintro vota a favor da suspensão da greve dos motoristas
Foto: Reprodução/Sintro

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro) realizou duas assembleias nesta quarta-feira (9), e a maioria votou a favor da suspensão, até o próximo dia 15, da greve dos motoristas e cobradores em Fortaleza. A confirmação da suspensão só veio após reunião nesta tarde, garantindo que uma nova assembleia seja realizada na próxima quarta (16).

A categoria analisou as propostas do Tribunal Regional do Trabalho do Ceará (TRT-CE), que realizou audiência virtual na terça-feira (8) para negociar o fim da greve. 

A suspensão analisada é temporária e válida até a próxima terça-feira (15), com a condição que o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) apresente propostas de negociação. 

Na quarta-feira (16), devem ocorrer novas assembleias para analisar as possíveis propostas apresentadas e avaliar o estado da greve. 

O primeiro dia do movimento de greve teve protestos e embarques temporariamente suspensos. A categoria reivindica reajuste de 9% do salário e a vacinação contra a Covid-19 de imediato, além de outras demandas.

greve dos motoristas em Fortaleza
Legenda: Usuários tiveram que aguardar o transporte coletivo fora do terminal
Foto: Fabiane de Paula

Covid-19 

Domingo Neto, presidente do Sintro, pontuou, durante a audiência na terça-feira (8), a necessidade da vacinação contra Covid-19 dos profissionais. Segundo ele, a média de idades de funcionários do transporte público é de 25 a 50 anos. “Tivemos uma grande reformulação nos últimos anos”, disse o diretor sindical. 

Na ocasião, Dimas Barreira, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus), informou que a atual situação econômica causada pela pandemia do coronavírus dificulta as negociações. 

“A gente está pagando salários, benefícios, isso precisa ser muito valorizado. Fizemos uma proposta de 2,46% porque as empresas estão sem condição nenhuma de pagar qualquer coisa. É um compromisso que faço com receio. As empresas têm que arcar com os custos”, disse Dimas Barreira. 

Na reunião do TRT, o desembargador Paulo Régis Machado Botelho pediu que Sintro e Sindiônibus se unam em um documento e peçam a vacinação ao Governo do Ceará e à Prefeitura de Fortaleza. 

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