Lote com 300 mil doses da CoronaVac será distribuído a 55 municípios do Ceará, diz secretário

As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa, na tarde desta quinta-feira (23)

Fracos da CoronaVac
Legenda: O Ceará realizou a compra direta de 300 mil doses de CoronaVac
Foto: Thiago Gadelha / SVM

As 300 mil doses da vacina CoronaVac, recebidas nesta quinta-feira (23), serão distribuídas a 55 municípios do Ceará que precisavam concluir a imunização da população adulta contra a Covid-19. As doses serão utilizadas para primeira (D1) e segunda (D2) aplicações de 150 mil pessoas.

As informações foram divulgadas pelo secretário da Saúde do Estado, Marcos Gadelha, durante coletiva de imprensa, nesta tarde, na Central de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadim), em Fortaleza. O lote adicional foi comprado pelo Estado diretamente com o Instituto Butantan.

A previsão é que todas as vacinas sejam distribuídas em até cinco dias. O Diário do Nordeste solicitou à Secretaria do Estado (Sesa) a lista das cidades que receberão as doses e aguarda retorno.  

Contrato prevê novas aquisições

Segundo o secretário da Saúde, o contrato com a fabricante da CoronaVac no Brasil prevê novas aquisições, mas somente por demanda. 

Secretário em coletiva
Legenda: Nesta quinta, o secretário da Saúde do Ceará, Marcos Gadelha, concedeu entrevista para falar sobre a aquisição das vacinas
Foto: Thiago Gadelha / SVM

"Demos a oportunidade aos municípios para sinalizarem quem tinha interesse de receber doses adicionais e qual era o quantitativo. Em cima disso, realizamos o pedido", explicou, acrescentado que novos aditivos deste contrato podem ocorrer, a depender da necessidade. 

"O contrato [com o Butantan] vai ser por demanda porque ao cenário da pandemia é incerto. Embora nós estejamos numa condição mais favorável, que vem fazendo uma flexibilização de forma responsável, mas sempre com o pé no chão, sabendo que tem variantes no Ceará", apontou.

Vacinação é crucial

Com a negociação direta, o Ceará amplia o estoque sem depender apenas do quantitativo enviado via Plano Nacional de Imunização (PNI), administrado pelo Ministério da Saúde.

"Existe um risco de uma 3ª onda. Não acredito que ocorrerá, mas, se acontecer, precisamos estar preparados", complementou. 

O secretário frisou que a vacinação é crucial para manter os indicadores favoráveis, e fez um apelo para que todos se vacinem e mantenham o uso de máscaras de proteção, entre outras medidas.  

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