Fase 4 permite funcionamento de igrejas com 50% da capacidade; católicas continuarão fechadas

Anteriormente, a quarta fase do plano de retomada no Estado previa 100% da ocupação nos templos religiosos

Legenda: A assessoria de comunicação da Arquidiocese informou que continua com a decisão de esperar até que as condições de segurança sanitária permitam o funcionamento pleno das igrejas católicas
Foto: Fabiane de Paula

Com o início, em Fortaleza, da fase 4 do plano de retomada econômica do Estado, as atividades religiosas presenciais podem acontecer com 50% da capacidade em igrejas e templos, respeitando todos os critérios de distanciamento, a partir desta segunda-feira (20), conforme o decreto  Nº 33.684, publicado neste sábado (18). Anteriormente, a quarta fase previa 100% da ocupação dos templos. 

Apesar da autorização para metade da ocupação, a assessoria de comunicação da Arquidiocese informou que continua com a decisão de esperar até que as condições de segurança sanitária permitam o funcionamento pleno das igrejas católicas.

No dia 1º de junho, data em que o plano de retomada iniciou no Estado, o arcebispo, dom José Antônio Tosi Marques, afirmou, em carta circular, que ainda não é o momento de reabertura. “Quem poderia escolher quem participaria das missas e quem não? Ademais, nosso povo tão religioso costuma encher as igrejas para as celebrações. Como conter que saiam de casa apenas alguns e outros não?”, questiona no documento.

 

Apresentado pelo governador Camilo Santana no dia 28 de maio, o plano de retomada da economia e atividades comportamentais no Ceará prevê que a quarta e última fase da retomada de atividades acontece no intervalo entre o dia 20 de julho e 2 de agosto. Somente então os eventos religiosos poderiam ocorrer com 100% da capacidade, respeitando o protocolo baseado nos critérios para liberação. Porém, com a publicação do decreto mandando que apenas 50% dos templos fiquem ocupados, o planejamento original foi desfeito.

Os critérios do decreto levam em conta fatores como leitos, internações, óbitos e condições específicas de cada região ou cidade. Assim como nos demais setores, o funcionamento das Igrejas e demais templos religiosos depende do processo de monitoramento conduzido no Estado.



Redação 02 de Agosto de 2020