Ceará e Fortaleza têm estabilidade nos casos e óbitos por Covid, diz boletim nacional da Fiocruz

Publicação recomenda cautela nas medidas de flexibilização até que a tendência de queda seja mantida por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja valores mais baixos

Legenda: Demandas por internação também vêm caindo no Ceará, desde o fim de maio.
Foto: Thiago Gadelha

O Estado do Ceará e a capital, Fortaleza, apresentam tendência de estabilidade de casos e óbitos por Covid-19. É o que aponta o novo boletim nacional InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na última quinta-feira (12).

As análises consideram que há estabilidade na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) e na tendência de curto prazo (últimas 3 semanas), ou seja, houve pouca variação nos registros da doença.

Porém, todo o Ceará ainda apresentava “alta” transmissão comunitária de vírus respiratórios, capazes de causar Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), até a semana epidemiológica 31 (de 1 a 7 de agosto).

De acordo com a plataforma IntegraSUS, alimentada pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), os indicadores da Covid-19 seguem em queda. Em atualização às 13h desta sexta (13), os números das últimas três semanas foram:

Novos casos

  • Semana 29 (18 a 24 de julho) - 3.810
  • Semana 30 (25 a 31 de julho) - 2.468
  • Semana 31 (1º a 7 de agosto) - 1.664

Óbitos

  • Semana 29 (18 a 24 de julho) - 18
  • Semana 30 (25 a 31 de julho) - 4
  • Semana 31 (1º a 7 de agosto) - 4

Os dados de casos e óbitos recentes estão sujeitos a novos incrementos devido a notificações tardias.

Cuidados devem ser mantidos

Embora os sinais de tendência sejam positivos, o boletim da Fiocruz alerta que “os valores semanais continuam elevados”, como apresentado pelo indicador de transmissão comunitária.

A partir da análise, os pesquisadores da Fiocruz mantêm a recomendação da cautela em relação à medidas de flexibilização das recomendações de distanciamento para redução da transmissão da Covid-19, “enquanto a tendência de queda não tiver sido mantida por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja valores significativamente baixos”.

Além disso, orienta sobre a necessidade de reavaliação das flexibilizações já implementadas nos Estados com sinal de retomada do crescimento ou estabilização ainda em patamares elevados. 

“Infelizmente, ainda não temos a tranquilidade de que está tudo bem”, alerta a infectologista Tainá Catarina, que atua em Fortaleza. Segundo ela, com a confirmação da variante Delta no Ceará, “ainda não podemos baixar a guarda”. 

“O ideal é que a gente mantenha os cuidados, o uso de máscaras e principalmente o distanciamento social. Quando a gente baixa a guarda, dá margem para as coisas acontecerem de forma desagradável”, avalia.

Parte dos Estados em queda

Além do Ceará, mais sete unidades federativas apresentam sinal de estabilidade nas tendências de longo e curto prazo: Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rondônia e Santa Catarina.

Já Fortaleza faz parte das 10 capitais que apresentam sinal de estabilização nas tendências, “indicando interrupção da tendência de queda ou manutenção de platô”: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), plano piloto de Brasília e arredores (DF), Goiânia (GO), Macapá (AP), Manaus (AM), Porto Velho (RO), Recife (PE), e Vitória (ES).

Por outro lado, quatro capitais apresentam sinal de crescimento na tendência de curto prazo (últimas 3 semanas): Aracaju (SE), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), e São Paulo (SP).

 

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