Ministério da Saúde recomenda aplicação de vacinas contra Covid-19 e gripe no mesmo dia

Pasta afirma que administração simultânea é prática corriqueira e segura

Até então, a recomendação do Ministério da Saúde era de esperar 14 dias de intervalo entre as doses dos dois imunizantes.
Legenda: Até então, a recomendação do Ministério da Saúde era de esperar 14 dias de intervalo entre as doses dos dois imunizantes.
Foto: Thiago Gadelha

O Ministério da Saúde publicou nota técnica nesta quarta-feira (29) autorizando que vacinas contra a gripe e contra a Covid-19 sejam aplicadas por estados e municípios no mesmo dia. Até então, a recomendação era de esperar pelo menos 14 dias entre cada aplicação. 

A decisão pela eliminação do intervalo foi tomada na última sexta-feira (24), pela câmara técnica que assessora a imunização contra a Covid-19 no Brasil.  

No documento, quatro técnicos do Governo concluíram que estabelecer intervalo entre as aplicações das doses “gera dificuldades operacionais” com a necessidade de várias idas aos postos de saúde e perda de “oportunidade de vacinação”.

“A administração de múltiplas vacinas em apenas uma visita amplia as chances de se ter um cartão de vacinação atualizado, permitindo aumentar as coberturas vacinais, proteger a população contra doenças imunopreveníveis e otimizar o uso de recursos públicos”, escreveram. 

Prática é corriqueira

Secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, um dos que assinam a nota técnica, assegura que a administração simultânea de diferentes vacinas é prática corriqueira no Plano Nacional de Imunizações (PNI) e representa uma estratégia segura e efetiva

A recomendação inicial para se manter um intervalo entre as diferentes vacinas foi uma medida de precaução, considerando ainda a necessidade de monitorar eventos adversos pós vacinação contra Covid-19 no momento em que as vacinas foram introduzidas no país. Agora, após amplo uso na população e com o perfil de segurança das vacinas Covid-19 já bem descrito, é possível adotar o intervalo reduzido”.
Arnaldo Medeiros
Secretário de Vigilância em Saúde

Segundo Rodrigo Cruz, que substitui o ministro Marcelo Queiroga à frente da pasta, a orientação vale para todas as faixas etárias. “A gente observa que, por conta da pandemia, há um comportamento diferente do que se via praticando ao longo dos anos. Um ou outro imunizante acabou tendo, pontualmente, uma redução na cobertura vacinal. Mas o incentivo do Ministério é que todos procurem os postos de saúde para que continuem a imunização das campanhas regulares”. 

Atualmente, conforme o Governo Federal, a cobertura vacinal da campanha de vacinação contra a Influenza está em 67,9% no que diz respeito aos grupos prioritários. 

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