Instituto Butantan espera aprovação rápida de estudo clínico da vacina Butanvac pela Anvisa

Dimas Covas, diretor da instituição, afirma que protocolo de estudos foi finalizado nesta semana

Caixa da vacina Butanvac sendo segurada pelo governador de São Paulo, João Doria
Legenda: Os testes do imunizante estavam previstos para o mês de abril, conforme anúncio da vacina.
Foto: Miguel Schincariol/AFP

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou, nesta terça-feira (20) que espera a aprovação dos estudos clínicos da Butanvac seja "rapidamente deferida" pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Conforme Covas, as discussões prévias que existiam com a agência com relação ao imunizante motivam a rapidez esperada.

Os testes do imunizante estavam previstos para o mês de abril, conforme anúncio da vacina. O pedido de autorização se refere às fases 1 e 2 de testes clínicos, nas quais serão avaliadas segurança e capacidade de promover resposta imune com 1,8 mil voluntários.

O protocolo de estudos clínicos da vacina, que está em processo de submissão da Anvisa, foi finalizado nesta semana segundo o diretor. Para Covas, esse passo deve acontecer mais rapidamente, já que, segundo ele, "as dúvidas já estavam sendo discutidas com a Anvisa previamente".

A partir de maio, de acordo com Covas, o Butantan terá condições de produção do imunizante, quando será fabricado um quantitativo que aguardará a permissão da agência sanitária para poder ser aplicado.

O diretor aproveitou para destacar a importância da vacina, chamando-a de "vacina 2.0". "Uma versão melhorada, em termos de vacina, e que pode ser uma solução para o Brasil e para os países pobres e de renda média", afirmou o diretor do Butantan.

O que é a Butanvac

A Butanvac, vacina produzida pelo Instituto Butantan, foi anunciada oficialmente no dia 26 de março. O imunizante já teria passado, naquele momento, pelas fases pré-clinicas de testes (em células de laboratório e em animais) com bons resultados, de acordo com o Instituto.

A previsão da entidade, inclusive, era de que poderia entregar 40 milhões de doses até o fim do ano. O instituto, que lidera um consórcio internacional para a produção, responderá por 85% da capacidade total de fornecimento do imunizante, caso tudo ocorra como previsto.

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