Senado dos EUA aprova projeto de lei de R$ 2,2 trilhões para combater mudanças climáticas

Na manhã de hoje, democratas derrubaram mais de uma dúzia de emendas republicanas destinadas a torpedear a legislação ou criar anúncios de campanha atacando-lhes.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
07 de Agosto de 2022 - 18:35 (Atualizado às 18:58)
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Legenda: Imagem do prédio do Capitólio, em Washington, nos EUA, onde houve a votação
Foto: Ken Cedeno/Reuters

Em mais uma vitória do presidente americano Joe Biden, o Senado dos Estados Unidos aprovou neste domingo (7) um pacote de US$ 430 bilhões (R$ 2,2 trilhões) para combater as mudanças climáticas, diminuir preços de remédios e aumentar alguns impostos que incidem em atividades empresariais. As informações são do g1 e Estadão Conteúdo.

O fim de semana foi marcado por dois dias de sessão com os senadores do Partido Republicano tentaram inviabilizar a votação, mas no fim o projeto, chamado de Lei de Redução da Inflação, foi aprovado. O texto passou com 51 votos a 50 (a vice-presidente, Kamala Harris, desempatou a votação; nos EUA, o vice tem esse poder).

O texto segue para a Câmara dos Deputados e deve ser votado na próxima sexta-feira. Se ele for aprovado na Casa, vai ser assinado de Biden.

Otimista

Já ao deixar a Casa Branca na manhã deste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, estava otimista e "achava" que o plano climático, passaria. O pacote prevê cerca de US$ 750 bilhões em impostos e canaliza US$ 430 bilhões para o maior programa de combate às mudanças climáticas nos Estados Unidos que tem entre as prioridades, reduzir alguns custos com saúde.

Biden fez discurso no edifício do Capitólio, sede do Legislativo em Washington, junto à vice-presidente dos EUA, Kamala Harris
Legenda: Biden fez discurso no edifício do Capitólio, sede do Legislativo em Washington, junto à vice-presidente dos EUA, Kamala Harris
Foto: Getty Images via AFP

Pela manhã, os democratas auaram forte e derrubaram mais de uma dúzia de emendas republicanas destinadas a torpedear a legislação ou criar anúncios de campanha atacando-lhes. Apesar da oposição unânime do Partido Republicano, a unidade democrata na câmara 50/50, apoiada pelo voto de desempate da vice-presidente Kamala Harris, sugeriu que o partido estava a caminho de uma vitória moralizadora.

Para evitar o limite de 60 votos necessário para a maioria das leis no Senado e aprovar o projeto com maioria simples, os democratas usaram um processo chamado reconciliação. A conciliação exige que as medidas do projeto estejam diretamente relacionadas ao orçamento, e os legisladores dependem do parlamentar para fazer essa determinação.

Críticas da oposição

Os republicanos argumentam que o projeto de lei não vai atacar a inflação. Para eles, a medida é uma lista de desejos de gastos da esquerda que podem atrapalhar a criação de empregos e prejudicar o crescimento da economia em um momento em que há risco de recessão.