Nobel de Economia 2023 vai para americana Claudia Goldin; conheça a pesquisadora
Ela irá receber 11 milhões de coroas suecas, o equivalente a cerca de US$ 999 mil
A americana Claudia Goldin, 77, foi agraciada, nesta segunda-feira (9), com o prêmio Nobel de Economia, pelos estudos sobre o papel das mulheres no mercado de trabalho.
A professora da Universidade Harvard foi distinguida por "ter feito avançar nossa compreensão dos resultados das mulheres no mercado de trabalho", anunciou o júri.
Claudia Goldin nasceu em Nova York, nos Estados Unidos, e é PhD pela Universidade de Chicago. Ela é co-diretora do Grupo de Estudos sobre Gêneros na Economia do National Bureau of Economic Research (NBER).
A última edição da categoria na premiação dividiu o prêmio entre os economistas Ben Bernanke, Douglas Diamond e Philip Dybvig. O trio desenvolveu modelos teóricos que explicam por que os bancos existem, como seu papel na sociedade os torna vulneráveis e como a sociedade pode diminuir essa vulnerabilidade.
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Os estudos da vencedora mostraram que, parte da explicação para que, ainda hoje, ocorra uma grande disparidade salarial e de oportunidades entre homens e mulheres é a fase da vida em que mulheres precisam decisões importantes para suas carreiras, ainda muito jovens, quando devem fazer escolhas sobre a maternidade, por exemplo.
"Se as expectativas das mulheres jovens forem formadas pelas experiências das gerações anteriores – por exemplo, das suas mães, que não voltaram a trabalhar até os filhos crescerem – então o desenvolvimento será lento", afirma a instituição responsável pela premiação, em nota.
A vencedora vai receber o prêmio de 11 milhões de coroas suecas, o equivalente a cerca de 999 mil dólares.