Quem é o vaqueiro que vai a júri nesta quarta (25) por estupro e morte de universitária no Ceará

O júri acontece no Fórum Clóvis Beviláqua. Sete testemunhas devem ser ouvidas

Escrito por Redação, seguranca@svm.com.br

Segurança
ze do valerio
Legenda: A caçada a Zé do Valério durou mais de dois meses
Foto: Foto/Reprodução

Após três anos da morte da universitária Danielle de Oliveira Silva, o réu pelo crime vai a júri popular. Nesta quarta-feira (25), acontece o julgamento do vaqueiro José Pereira da Costa, conhecido como 'Zé do Valério'. A sessão tem início previsto para às 9h, no 1º salão Júri da Comarca de Fortaleza, no Fórum Clóvis Beviláqua.

Conforme o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), estão previstas para serem ouvidas sete testemunhas, sendo duas de defesa e cinco de acusação. José Pereira é acusado pelo crime de homicídio quadruplamente qualificado e estupro. A universitária tinha 20 anos quando foi assassinada e encontrada em um sítio vizinho ao da família dela.

Consta nos autos que o corpo da vítima estava despido. O laudo da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) constatou que havia sinais de violência sexual. 'Zé do Valério' teria chamado a jovem e exigido que ela o beijasse. Quando Danielle negou o beijo, ele teria a levado para um matagal, forçado a relação sexual e depois efetuado disparos de arma de fogo.

O crime aconteceu em abril de 2019, em Pedra Branca, interior do Ceará. 

PRISÃO DO ACUSADO

Zé do Valério e a vítima se conheciam pessoalmente. O vaqueiro já tinha trabalhado no sítio da família da estudante. A partir do momento em que o corpo foi localizado, o homem passou a ser o principal suspeito da ação.

De acordo com a investigação, houve uma verdadeira "caçada", com uso de cães farejadores, interceptações telefônicas, helicópteros e participação de forças de Segurança de outros Estados do País.

Legenda: O corpo de Danielle foi encontrado pelo irmão da vítima, que morava com a universitária e os pais no sítio da família
Foto: (Foto: Reprodução/Facebook)

Familiares da universitária chegaram a oferecer R$ 10 mil em troca de informações que indicassem o paradeiro do vaqueiro. José percorreu quase 300 quilômetros até ser preso no dia 12 de julho de 2019, no Estado do Piauí. Danielle era filha de pequenos produtores rurais de queijo e cursava faculdade de Administração.

Durante a fuga, o vaqueiro roubou uma moto, invadiu uma casa, furtou comida, mas sempre escapava do cerco policial se escondendo na mata.

No mesmo ano da prisão, a Justiça decidiu que ele seria levado a júri popular. A sentença de pronúncia foi proferida pelo juiz Carlos Henrique Neves Gondim, ainda na Comarca de Pedra Branca. Na época, o magistrado considerou estarem presentes “elementos de convicção bastantes a autorizar o juízo de valor de procedência da acusação e conseguinte necessidade de submissão do acusado ao julgamento popular”.

A reportagem entrou em contato com o advogado de defesa de José Pereira, mas as ligações não foram atendidas.

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