Filhos e esposa de chefe de facção morto no Ceará pedem devolução de escapulário de ouro apreendido

A joia era utilizava por Fabiano Alves de Sousa, o ‘Paca’. quando ele e 'Gegê do Mangue' foram assassinados em uma reserva indígena

gege e paca
Legenda: Gegê e Paca lideravam uma facção criminosa, e foram assassinados por membros da própria organização

A família de um dos líderes de uma facção criminosa paulista assassinado em uma reserva índigena em Aquiraz solicitou neste mês de agosto devolução de uma joia utilizada pela vítima no dia em que ela foi morta. O pedido partiu dos filhos e da esposa de Fabiano Alves de Sousa, o 'Paca', morto ao lado do seu comparsa,  Rogério Jeremias de Simone, conhecido como 'Gegê do Mangue', em fevereiro de 2018.

Conforme requerimento feito em São Paulo e enviado aos juízes da Comarca de Aquiraz que atuam no processo, a família pede a restituição de um escapulário "em ouro bem fino" apreendido pelas autoridades nas horas seguintes ao crime. Os magistrados do Ceará receberam o documento e abriram vista para posicionamento do Ministério Público do Ceará (MPCE) nesta segunda-feira (9).

Esta não é a primeira vez que a família de Paca pede a devolução da joia. Em 2018, a viúva solicitou de volta esta e outra joia, mas o pedido foi negado pelo Judiciário.

No mesmo ano, mulher e filhos de Rogério Jeremias conseguiram reaver a aliança do homem. A informação é que quando assassinados, ambos estavam com objetos de alto valor, como relógios, braceletes. No caso da família de Gegê, eles pediram em 2018 apenas a aliança alegando valor sentimental.

Gegê e Paca foram assassinados por membros da própria facção. O crime se tratou de um atentado cinematográfico, com uso de um helicóptero. Conforme a investigação, a dupla foi executada porque vinha lavando dinheiro da facção no Ceará, com a compra de bens luxuosos.

RÉUS PELO DUPLO HOMICÍDIO:

  • Gilberto Aparecido dos Santos, o 'Fuminho' (preso);
  • André Luís da Costa Lopes, o 'Andrezinho da Baixada' (preso);
  • Jefte Ferreira Santos (preso);
  • Carlenilto Pereira Maltas (preso);
  • Felipe Ramos Morais (solto);
  • Erick Machado Santos (foragido);
  • Ronaldo Pereira Costa (foragido);
  • Tiago Lourenço de Sá Lima (foragido);
  • Renato Oliveira Mota (foragido);
  • Maria Jussara da Conceição Ferreira Santos (foragido).

Audiências

Até então, nove audiências do caso foram realizadas e as próximas devem acontecer no fim do mês de agosto e início de setembro de 2021. No último mês de julho, o colegiado da Comarca de Aquiraz negou a soltura de quatro réus (Jefte, Carlenilton, Gilberto e André Luís).

Os magistrados destacaram que "os crimes possivelmente praticados pelos acusados são classificados como hediondos e gravíssimos, tendo repercussão nacional e internacional por se tratar de supostos integrantes da organização criminosa".

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