Juízes mantêm prisões de quatro membros de facção acusados de matar 'Gegê do Mangue' e 'Paca'

Até o momento, nove audiências do processo que apura o caso foram realizadas. As próximas devem acontecer no fim do mês de agosto deste ano

gege e paca
Legenda: Gegê e Paca foram mortos em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza, em fevereiro de 2018
Foto: Reprodução

O colegiado de juízes da Vara Única Criminal de Aquiraz decidiu manter as prisões preventivas contra quatro acusados de participar do duplo homicídio de Rogério Jeremias de Simone, o "Gegê do Mangue", e Fabiano Alves de Sousa, o "Paca". A decisão foi proferida no último dia 16 de julho, e publicada no Diário da Justiça Eletrônico nessa sexta-feira (23).

Conforme o trio de magistrados que atua no processo, os réus Jefte Ferreira Santos, Carlenilton Pereira Maltas, Gilberto Aparecido dos Santos e André Luís da Costa Lopes devem permanecer presos. Nove audiências do caso foram realizadas e as próximas devem acontecer no fim do mês de agosto e início de setembro de 2021.

As defesas dos réus pediram pela liberdade dos homens alegando que o tempo em prisão é em excesso e que permanece a fase de instrução criminal, mas, conforme os juízes, os atos processuais acontecem dentro dos prazos razoáveis "considerando as particularidades da ação penal e do atualmente momento de crise pandêmica".

"Os crimes possivelmente praticados pelos acusados são classificados como hediondos e gravíssimos, tendo repercussão nacional e internacional por se tratar de supostos integrantes da organização criminosa"
Juízes da Vara Única Criminal de Aquiraz

Participações

A investigação sobre o duplo homicídio de 'Gegê' e 'Paca' apontou que as vítimas foram mortas por membros da própria facção criminosa.

Jefte e sua mãe, Maria Jussara, teriam participado ativamente da logística e apoio a todo o esquema montado para as execuções das vítimas.

Já Carlenilto Maltas foi citado nas investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) como um dos homens que participou diretamente das execuções. Gilberto Aparecido, o 'Fuminho' é quem teria coordenado toda a ação criminosa cinematográfica.

André Luís da Costa Lopes, o 'Andrezinho da Baixada', conforme denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), era um dos homens presentes em um helicóptero da organização criminosa e que desceu para executar os dois líderes da facção a tiros, em uma aldeia indígena. Ele foi acusado por homicídio qualificado e organização criminosa.

A ação penal envolve 10 réus:

  • Gilberto Aparecido dos Santos, o 'Fuminho'
  • André Luís da Costa Lopes, o 'Andrezinho da Baixada';
  • Carlenilto Pereira Maltas
  • Felipe Ramos Morais
  • Jefte Ferreira Santos
  • Erick Machado Santos
  • Ronaldo Pereira Costa
  • Tiago Lourenço de Sá Lima
  • Renato Oliveira Mota
  • Maria Jussara da Conceição Ferreira Santos

 

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