‘Caçada’ a suspeitos prossegue pelo País

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Redação producaodiario@svm.com.br
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Policiais federais realizam intensas diligências no Estado de São Paulo, na tentativa de capturar outros seis acusados de envolvimento no arrombamento milionário ao BC de Fortaleza. Entre os foragidos está um dos ‘cabeças’ da organização criminosa. Trata-se de Moisés Teixeira da Silva, o ‘Tatuzão’, considerado de alta periculosidade e um ‘expert’ em fugas de presídios através da escavação de túneis.

Além de ‘Tatuzão’, são também procurados: Josiel Lopes Cordeiro, o ‘Tiganá’; Lucivaldo Laurindo, o ‘Cabelo’ ou ‘Torturado’; José Marleudo de Almeida, o ‘Baixinho’, e Jean Ricardo Galean, o ‘Jean Gordo’. O sexto homem ‘caçado’ também é tido como um dos chefes do grupo: Fernando Carvalho Pereira, o ‘Fê’, que também usa identidade falsa como nome Fernando Vinícius de Morais.

Além deles, outros procurados são: Antônio Jussivan Alves dos Santos, o ‘Alemão’, e Marcos Rogério Machado de Morais, o ‘Rogério Bocão’, ambos naturais de Boa Viagem. Ao lado de ‘Fê’ e ‘Tatuzão’, ‘Alemão’ estaria na liderança da quadrilha.

FICHAS - Segundo o delegado Paulo Sidney, a maioria dos bandidos procurados possui antecedentes criminais em São Paulo. Leonel Moreira Martins, que foi apanhado em São Paulo e já se encontra na sede local da PF, tinha prisão preventiva decretada naquele Estado por prática de latrocínio (roubo seguido de morte). Pedro José da Cruz, o ‘Pedrão’, era fugitivo do Carandiru (presídio desativado e implodido pelas autoridades paulistas). Outros envolvidos como Davi Silvano da Silva (preso com outra facção da quadrilha, em Fortaleza) é fugitivo de São Paulo e Minas Gerais.

ORGANIZAÇÃO - Com as últimas prisões e identificação de foragidos, chegou a 23 o número de pessoas indiciadas no inquérito policial, sob a acusação de participação - direta ou indireta - no roubo dos R$ 164,7 milhões do BC. Dez estão presos, um morto, três em liberdade por ordem da Justiça (incluindo ‘Neném’), e nove ainda foragidos.

A PF concentra suas buscas, em São Paulo, mas, conta também com o apoio das autoridades do Ceará, Rio Grande do Norte e Minas Gerais. Em Fortaleza, o auxílio é dado pela Polícia Civil, através de seu Departamento de Inteligência Policial (DIP).