Bombeiro é o segundo militar a ser expulso da corporação após motim no Ceará em 2020

A demissão foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (13)

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Legenda: As duas demissões publicadas no Diário Oficial do Estado até então são referentes a militares flagrados no 18º BPM, epicentro do motim
Foto: José Leomar

A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública (CGD) demitiu o segundo servidor público por envolvimento no motim ocorrido no Ceará no ano de 2020. A punição contra o subtenente do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará, Magno Maciel da Silva foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na noite desta terça-feira (13).

Conforme documento assinado pelo controlador Rodrigo Bona Carneiro, houve unanimidade de votos para declarar Magno Maciel como culpado das acusações de ter participado ativamente do "movimento grevista de policiais e bombeiros iniciado em 18/02/2020". Consta no relatório um vídeo compartilhado no Whatsapp onde o militar teria sido flagrado no pátio do 18º Batalhão de Policiamento Militar, no bairro Antônio Bezerra, epicentro do motim, aderindo aos protestos.

Segundo a acusação, o bombeiro estava no local no dia 24 de fevereiro, devidamente uniformizado e realizou discurso "demonstrando claramente sua adesão as condutas dos demais grevistas e incitando outros militares a participar do citado movimento".

A Controladoria considera que Magno Maciel "está incapacitado de permanecer na situação ativa do Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará". A reportagem não localizou a defesa de Magno, que ainda pode recorrer da decisão na esfera administrativa.

A conduta objeto desta apuração, em tese, caracteriza-se como transgressão disciplinar grave. Com sua atitude, o aconselhado demonstrou que mesmo nos mais de 26 (vinte e seis) anos que permaneceu na Corporação, não assimilou seus valores e deveres"
CGD

PM expulso

Há menos de um mês, a CGD divulgou a primeira expulsão em decorrência do motim em 2020. O policial militar Raylan Kadio Augusto de Oliveira foi demitido da PMCE  "em razão de, supostamente, ter aderido ao movimento grevista, ocorrido no período de 18/02/2020 à 01/03/2020".

À época do fato, Raylan Kadio contava apenas com um ano e oito meses de serviço ativo na Corporação. O soldado também foi flagrado no 18º BPM. Para a Controladoria, a conduta do policial militar, é tipificada no crime de revolta tendo ele desrespeitado normas e a ordem.

 

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