Sete pessoas são presas em nova fase de operação que investiga fraudes em licitações no Ceará

Ofensiva contra grupo suspeito de faturar R$ 132 milhões com crimes ocorre em Fortaleza e Itatira

operação Hasta
Legenda: 1ª fase da ofensiva bloqueou cerca de R$ 2 milhões em bens e apreendeu R$ 120 mil em espécie
Foto: Divulgação/PC-CE

A 2ª fase da Operação Hasta, deflagrada na manhã nesta quinta-feira (21) pela Polícia Civil, cumpre 10 mandados de prisão simultâneos em Fortaleza e Itatira, no Sertão Central, contra um grupo criminoso suspeito de movimentar R$ 132 milhões nos últimos oito anos com a participação de servidores públicos e políticos. Até o momento, sete pessoas foram presas na operação.

O montante teria sido levantado através de fraudes em  licitações, peculato (desvio de dinheiro público), corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Os mandados estão sendo cumpridos por 90 policiais civis. Segundo a corporação, o nome da ofensiva faz referência a uma expressão de origem árabe cujo significado é “sob a lança”. "Quer dizer que debaixo da lança nada deveria ser oculto, não podendo haver suspeitas em um contrato ou em um negócio", explica.

Outras informações sobre os desdobramentos da operação serão repassadas pela Polícia Civil ao longo dia.

1ª fase da Operação

A primeira fase da Operação Hasta ocorreu no dia 6 de julho nos municípios de Fortaleza, Itatira, Caucaia e Pacatuba, alvos de 15 mandados de busca e apreensão. 

As investigações apontam que pelo menos dez empresas, registradas no nome de laranjas, são coordenadas pelo grupo. Havia contratos para serviços diversos, principalmente para locação de veículos. 

Segundo o delegado Marcelo Vegas, da Delegacia de Combate à Corrupção (Decor), foram bloqueados 2 milhões de reais, em imóveis, móveis e bens. 

Também houve bloqueio de 420 contas, com cerca de R$ 700 mil. Nos endereços dos alvos, os policiais apreenderam R$ 120 mil em espécie. Vegas afirmou que foi encontrado dinheiro em real, euro, dólar e uma moeda coreana. 

Outro ponto que chamou atenção dos policiais foi a estrutura das empresas, sem capacidade técnica de oferecer os serviços pelos quais foram contratados. 

Durante o cumprimento dos mandados, houve duas prisões em flagrante. Uma das pessoas foi detida por falsificação de moeda pública, após os policiais encontrarem dólares falsos em sua casa.

O outro alvo atirou contra os policiais e foi preso por tentativa de homicídio. Em sua residência, foram apreendidas diversas armas. 

A polícia destacou que, durante os cumprimentos de mandados, foram encontrados alvos com padrão de vida incompatível à atividade financeira. 

Os alvos da operação podem ser investigados por fraude à licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

 

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