Projeto Jandaiguaba se apresenta em Caucaia
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Um resgate das tradições culturais. Na comunidade de Jandaiguaba, localizada no distrito de Capuan, em Caucaia, um grupo de mais de 50 pessoas (brincantes) participa de um projeto que valoriza a cultura popular nordestina. É o Projeto Jandaiguaba, no qual os artistas elaboram apresentações com percussão, teatro de bonecos (mamulengo), além do tradicional bumba-meu-boi.
O grupo, liderado pelo mestre em mamulengo, Potengi Guedes, se apresentará hoje, à partir das 19 horas, na quadra da comunidade em que foi fundado. O espetáculo contará ainda com a participação, do também grupo folclórico da Universidade Federal do Ceará (UFC), o Cordão do Caruá.
Fundado em abril deste ano por Potengi, o Projeto Jandaiguaba funciona com recursos dos próprios participantes. A maior parte da renda é gerada pela venda de tambores confeccionados por eles, de forma artesanal, e com a utilização de materiais como a cerâmica e o couro. De acordo com Potengi, o preço de cada um varia de R$ 150,00 a R$ 250,00 dependendo do tamanho do instrumento.
Esse dinheiro, conforme o coordenador, não é suficiente para que todos os trabalhos do projeto sejam desenvolvidos. Agora, explica o mestre, o maior objetivo é montar a própria banda de tambores. “Está faltando material para confeccioná-los. Temos oito instrumentos, mas são necessários 14”, disse. Potengi informa que está em busca de parceiros e que o Sesc prometeu ajudar o grupo a partir do próximo mês. “O Cordão do Caruá também está contribuindo. O grupo está renovando o seu figurino e doará as roupas antigas para o nosso Projeto”, revela.
Além dos tambores, os integrantes do Jandaiguaba também produzem o figurino das suas apresentações e os bonecos do mamulengo. “Com as dificuldades que enfrentamos, a confecção dos bonecos está parada. As estruturas de madeira estão prontas, mas falta todo o acabamento”.
Apesar de não contar com patrocínio, Potengi afirma que não pretende parar o trabalho. “Funcionaremos a qualquer custo”, garante. Segundo ele, muitas vezes as dificuldades estimulam mais ainda a criatividade. Com a falta de tecido para as roupas do bumba-meu-boi, os brincantes improvisam e fazem as suas roupas e a do próprio boi com retalhos que conseguem na comunidade.
As inovações do grupo também invadem as letras das músicas que compõem os espetáculos. “Buscamos adequar as letras tradicionais da dança do bumba-meu-boi à realidade da nossa comunidade. Trocamos alguns pedaços das músicas para tratar de assuntos mais atuais. Os bricantes adoram”, afirma Potengi.
Além dos espetáculos do Projeto, que rendem dois ensaios por semana, o grupo conta com oficinas de artesanato, percussão, dança e canto. “As oficinas não têm periodicidade regular. Quando aparecem artistas voluntários, elas acontecem”, disse Potengi. Ele revela que mais da metade do grupo do Jandaiguaba é composta por índios Tapeba e que uma das maiores colaboradores é a Dona Isabel, líder comunitária dos Tapeba na região.
SERVIÇO: O Projeto Jandaiguaba se apresentará hoje, a partir das 19 horas, na Quadra da Dona Isabel, em Capuan, Caucaia. O grupo se apresentará também na Praça da Matriz do mesmo distrito, no próximo domingo, dia 13.
O grupo, liderado pelo mestre em mamulengo, Potengi Guedes, se apresentará hoje, à partir das 19 horas, na quadra da comunidade em que foi fundado. O espetáculo contará ainda com a participação, do também grupo folclórico da Universidade Federal do Ceará (UFC), o Cordão do Caruá.
Fundado em abril deste ano por Potengi, o Projeto Jandaiguaba funciona com recursos dos próprios participantes. A maior parte da renda é gerada pela venda de tambores confeccionados por eles, de forma artesanal, e com a utilização de materiais como a cerâmica e o couro. De acordo com Potengi, o preço de cada um varia de R$ 150,00 a R$ 250,00 dependendo do tamanho do instrumento.
Esse dinheiro, conforme o coordenador, não é suficiente para que todos os trabalhos do projeto sejam desenvolvidos. Agora, explica o mestre, o maior objetivo é montar a própria banda de tambores. “Está faltando material para confeccioná-los. Temos oito instrumentos, mas são necessários 14”, disse. Potengi informa que está em busca de parceiros e que o Sesc prometeu ajudar o grupo a partir do próximo mês. “O Cordão do Caruá também está contribuindo. O grupo está renovando o seu figurino e doará as roupas antigas para o nosso Projeto”, revela.
Além dos tambores, os integrantes do Jandaiguaba também produzem o figurino das suas apresentações e os bonecos do mamulengo. “Com as dificuldades que enfrentamos, a confecção dos bonecos está parada. As estruturas de madeira estão prontas, mas falta todo o acabamento”.
Apesar de não contar com patrocínio, Potengi afirma que não pretende parar o trabalho. “Funcionaremos a qualquer custo”, garante. Segundo ele, muitas vezes as dificuldades estimulam mais ainda a criatividade. Com a falta de tecido para as roupas do bumba-meu-boi, os brincantes improvisam e fazem as suas roupas e a do próprio boi com retalhos que conseguem na comunidade.
As inovações do grupo também invadem as letras das músicas que compõem os espetáculos. “Buscamos adequar as letras tradicionais da dança do bumba-meu-boi à realidade da nossa comunidade. Trocamos alguns pedaços das músicas para tratar de assuntos mais atuais. Os bricantes adoram”, afirma Potengi.
Além dos espetáculos do Projeto, que rendem dois ensaios por semana, o grupo conta com oficinas de artesanato, percussão, dança e canto. “As oficinas não têm periodicidade regular. Quando aparecem artistas voluntários, elas acontecem”, disse Potengi. Ele revela que mais da metade do grupo do Jandaiguaba é composta por índios Tapeba e que uma das maiores colaboradores é a Dona Isabel, líder comunitária dos Tapeba na região.
SERVIÇO: O Projeto Jandaiguaba se apresentará hoje, a partir das 19 horas, na Quadra da Dona Isabel, em Capuan, Caucaia. O grupo se apresentará também na Praça da Matriz do mesmo distrito, no próximo domingo, dia 13.