Pesquisa resgata memória da radiodifusão
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Redação
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Antônio Vicelmo
Crato (Sucursal) — A história do rádio no Cariri será transformada em livro, vídeo e fonte de pesquisa. Um grupo de estudantes de Comunicação, da Universidade de Fortaleza (Unifor) — sob o comando da coordenadora do curso de Comunicação Social em Jornalismo, Erotilde Honório, e do professor e jornalista, Paulo Ernesto Serpa — esteve no Cariri, colhendo depoimentos e imagens dos mais expressivos radialistas de Crato e Juazeiro, principalmente os pioneiros do rádio, dentre os quais Geraldo Barbosa, Heron Aquino, Francisco de Assis Silva, “Foguinho”, Lucimar Rodrigues , “Mazim”, Humberto Cabral , Francisco Gonçalves, “Chico da Rádio” e Antônio Vicelmo, radialista e também correspondente deste jornal na Sucursal do Crato.
A pesquisa faz parte do Projeto Memória da Radiodifusão Cearense, que tem como objetivo resgatar a história viva das pessoas que fizeram ou ainda fazem rádio no Ceará. A meta, segundo Erotilde, é documentar os depoimentos e divulgá-los nas escolas de jornalismo e na comunidade de um modo geral. “O testemunho de vida e a sua ligação com a terra. Este é o maior testemunho que o radialista do interior pode dar”, diz Erotilde, acrescentando que o Cariri é uma região peculiar no Ceará, em diferentes aspectos.
Os alunos que acompanham a pesquisa, segundo a coordenadora do curso, estão encantados com a importância do Cariri na radiodifusão. Eles aprenderam em dois dias conteúdos que complementam questões vistas nas disciplinas que fizeram sobre rádio. “Estou levando do Cariri uma imagem fantástica, de homens fantásticos”, repete a pesquisadora, acrescentando mais adjetivos: “pessoas abnegadas, com grande capacidade, grande criatividade”. Ao fazer este comentário, Erotilde lembrou que, no início do rádio, não se dispunha dos meios tecnológicos de hoje.
São radialistas que venceram desafios, fazendo transmissões utilizando cercas de arame como fios, ou pelo trilho da via férrea. “Essas pessoas tem que ser mais conhecidas e homenageadas pelo grande trabalho que estão desenvolvendo em favor da região”, destaca ela. O resultado prático da pesquisa é levar os ensinamentos aos estudantes da Unifor e divulgá-los , através de livros, cartilhas, vídeos, palestras, exposições de fotografias e pela internet. Erotilde confessa que não imaginava que a história do rádio do Cariri fosse tão importante. “É um rádio feito por pessoas corajosas, desbravadoras, que deram a sua própria vida pelo rádio”.
A Universidade Regional do Cariri (URCA) e as faculdades regionais ainda não despertaram para a importância dessa história. Para o radialista Humberto Cabral, um dos entrevistados , a pesquisa vai resgatar a própria história do Cariri, que foi um celeiro de grandes locutores e jornalistas. São pessoas que projetaram seus nomes no país e no exterior. Joaquim Ferreira, de Várzea Alegre, foi locutor da BBC de Londres. O Crato, por exemplo, inaugurou a primeira emissora de rádio do interior, a Rádio Araripe, que foi o laboratório de conhecidos locutores do Ceará como Wilson Machado, João Ramos, Cândido Colares, Rejane Limaverde, Luiz Sampson de Melo e Francisco José de Brito.
A pesquisa faz parte do Projeto Memória da Radiodifusão Cearense, que tem como objetivo resgatar a história viva das pessoas que fizeram ou ainda fazem rádio no Ceará. A meta, segundo Erotilde, é documentar os depoimentos e divulgá-los nas escolas de jornalismo e na comunidade de um modo geral. “O testemunho de vida e a sua ligação com a terra. Este é o maior testemunho que o radialista do interior pode dar”, diz Erotilde, acrescentando que o Cariri é uma região peculiar no Ceará, em diferentes aspectos.
Os alunos que acompanham a pesquisa, segundo a coordenadora do curso, estão encantados com a importância do Cariri na radiodifusão. Eles aprenderam em dois dias conteúdos que complementam questões vistas nas disciplinas que fizeram sobre rádio. “Estou levando do Cariri uma imagem fantástica, de homens fantásticos”, repete a pesquisadora, acrescentando mais adjetivos: “pessoas abnegadas, com grande capacidade, grande criatividade”. Ao fazer este comentário, Erotilde lembrou que, no início do rádio, não se dispunha dos meios tecnológicos de hoje.
São radialistas que venceram desafios, fazendo transmissões utilizando cercas de arame como fios, ou pelo trilho da via férrea. “Essas pessoas tem que ser mais conhecidas e homenageadas pelo grande trabalho que estão desenvolvendo em favor da região”, destaca ela. O resultado prático da pesquisa é levar os ensinamentos aos estudantes da Unifor e divulgá-los , através de livros, cartilhas, vídeos, palestras, exposições de fotografias e pela internet. Erotilde confessa que não imaginava que a história do rádio do Cariri fosse tão importante. “É um rádio feito por pessoas corajosas, desbravadoras, que deram a sua própria vida pelo rádio”.
A Universidade Regional do Cariri (URCA) e as faculdades regionais ainda não despertaram para a importância dessa história. Para o radialista Humberto Cabral, um dos entrevistados , a pesquisa vai resgatar a própria história do Cariri, que foi um celeiro de grandes locutores e jornalistas. São pessoas que projetaram seus nomes no país e no exterior. Joaquim Ferreira, de Várzea Alegre, foi locutor da BBC de Londres. O Crato, por exemplo, inaugurou a primeira emissora de rádio do interior, a Rádio Araripe, que foi o laboratório de conhecidos locutores do Ceará como Wilson Machado, João Ramos, Cândido Colares, Rejane Limaverde, Luiz Sampson de Melo e Francisco José de Brito.