Pedra do Cruzeiro está abandonada em Quixadá
Escrito por
Redação
producaodiario@svm.com.br
Antigo ponto turístico da cidade, local agora é motivo de preocupação para moradores e Polícias Militar e Civil
Quixadá. O arrombamento de uma casa de transmissão e o furto de equipamentos de uma emissora de rádio, neste município, levaram representantes dos órgãos públicos e de entidades não governamentais a voltarem a discutir a utilização da Pedra do Cruzeiro, uma enorme rocha monolítica situada no Centro da cidade. Ideal para a exploração turística, principalmente como um mirante urbano, atualmente, além de mais de uma dezena de antenas de operadoras de telefonia, de rádio, televisão e de internet, o local, outrora um dos pontos preferidos de visitação, é mais frequentado por vândalos e usuários de drogas.
A poluição visual e a falta de segurança comprometem os atrativos do lugar
FOTO: ALEX PIMENTEL
A ação dos vândalos tirou a emissora Meio Norte FM do ar por aproximadamente 24 horas na semana passada, mas deixou a presidência da Fundação Cultural de Quixadá e representantes de algumas organizações não governamentais mais sintonizados com o problema.
Uma delas é a Associação dos Filhos e Amigos de Quixadá (Afaq). De acordo com um de seus representantes, o escritor João Eudes Costa, a Afaq pretende retomar a discussão sobre a ocupação do espaço natural rochoso. Em outubro de 2010, o assunto foi discutido na Câmara Municipal, mas nenhuma ação foi concretizada, desde então. A Afaq havia ingressado, em 2008, com uma ação junto ao Ministério Público, pedindo o bloqueio das antenas, instaladas ao longo dos anos das quatro últimas administrações do Município.
Insegurança
O pedido estava pautado na Lei 2.183, de 2 de dezembro de 2004, a qual dispõe sobre a instalação de antenas transmissoras de radiação eletromagnéticas e equipamentos afins no município de Quixadá.
Mas, agora, o problema é maior. Não bastassem as antenas, o local não possui nenhuma segurança. Não é aconselhável subir na pedra para apreciar a vista da cidade, nem mesmo durante o dia, segundo adverte os moradores próximos. Conforme dados das Policiais Civil e Militar, além do uso por marginais, pessoas com problemas emocionais e psicológicos sobem à rocha para atentarem contra a própria vida. No ano passado, foram registrados quatro casos dessa natureza.
Neste ano, a Polícia Militar já atendeu um, mas não passava de boato. Mesmo assim, há necessidade de vigilância constante, explicou o comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar, coronel Francisco de Assis Paiva.
Como o local é utilizado por várias empresas, podem se unir e contratar vigilância. Um profissional de segurança no local evitará a ação dos marginais.
Também será mais fácil para o policiamento ostensivo dar suporte porque, em razão do efetivo, não é possível manter policiais 24 horas naquela área.
Na opinião do presidente da Fundação Cultural de Quixadá, Blasco Monte, a Pedra do Cruzeiro deve ser ocupada o mais rápido possível, com instrumentos públicos. Ele é a favor da remoção das antenas, mas acredita na negociação e viabilidade de um projeto arrojado, com um grande monumento luminoso, representando o cruzeiro ali fincado em meados de 1934, atualmente abandonado como solução para manter as antenas no local.
Audiência
A ideia agora é revitalizar a Pedra do Cruzeiro. A Fundação pretende articular a realização de uma nova audiência pública na Câmara Municipal para discussão do uso legal daquele espaço geográfico. Blasco quer apresentar como proposta a implantação de um teleférico.
O projeto do presidente da Fundação Cultural é similar ao da Afaq. Nele está previsto a construção de uma única torre para as antenas. Nela, as operadoras de telefonia, as emissoras de televisão e as empresas de internet poderão instalar suas repetidoras. A própria estrutura metálica poderá ser estilizada e transformada em um cruzeiro colossal, da altura do Cristo Redentor, um dos mais famosos monumentos do mundo.
"Desta forma, o símbolo histórico responsável pela nominação popular da formação rochosa, será revitalizado", acrescenta ele.
FIQUE POR DENTRO
Formação rochosa é ponto de visitação
Pedra do Cruzeiro é o nome de uma formação rochosa, ou monólito, situado no Centro da cidade de Quixadá. O monólito possuiu altura de 190 metros acima do nível do mar. Recebeu esse nome por conta de uma cruz de concreto erguida no seu topo, no ano de 1934. É muito visitada por turistas, geógrafos e também por moradores locais. De seu topo é possível visualizar grande parte da cidade. Também é apreciada por montanhistas para realização de escaladas. O seu nível é considerado de média dificuldade.
Mais informações
Fundação Cultural de Quixadá
Praça da Cultura, S/N - Centro
(88) 9939.2506; Associação dos Filhos e Amigos de Quixadá (Afaq)
Rua São Paulo, 32,(85) 3254.7168
ALEX PIMENTEL
COLABORADOR
Quixadá. O arrombamento de uma casa de transmissão e o furto de equipamentos de uma emissora de rádio, neste município, levaram representantes dos órgãos públicos e de entidades não governamentais a voltarem a discutir a utilização da Pedra do Cruzeiro, uma enorme rocha monolítica situada no Centro da cidade. Ideal para a exploração turística, principalmente como um mirante urbano, atualmente, além de mais de uma dezena de antenas de operadoras de telefonia, de rádio, televisão e de internet, o local, outrora um dos pontos preferidos de visitação, é mais frequentado por vândalos e usuários de drogas.
A poluição visual e a falta de segurança comprometem os atrativos do lugarFOTO: ALEX PIMENTEL
A ação dos vândalos tirou a emissora Meio Norte FM do ar por aproximadamente 24 horas na semana passada, mas deixou a presidência da Fundação Cultural de Quixadá e representantes de algumas organizações não governamentais mais sintonizados com o problema.
Uma delas é a Associação dos Filhos e Amigos de Quixadá (Afaq). De acordo com um de seus representantes, o escritor João Eudes Costa, a Afaq pretende retomar a discussão sobre a ocupação do espaço natural rochoso. Em outubro de 2010, o assunto foi discutido na Câmara Municipal, mas nenhuma ação foi concretizada, desde então. A Afaq havia ingressado, em 2008, com uma ação junto ao Ministério Público, pedindo o bloqueio das antenas, instaladas ao longo dos anos das quatro últimas administrações do Município.
Insegurança
O pedido estava pautado na Lei 2.183, de 2 de dezembro de 2004, a qual dispõe sobre a instalação de antenas transmissoras de radiação eletromagnéticas e equipamentos afins no município de Quixadá.
Mas, agora, o problema é maior. Não bastassem as antenas, o local não possui nenhuma segurança. Não é aconselhável subir na pedra para apreciar a vista da cidade, nem mesmo durante o dia, segundo adverte os moradores próximos. Conforme dados das Policiais Civil e Militar, além do uso por marginais, pessoas com problemas emocionais e psicológicos sobem à rocha para atentarem contra a própria vida. No ano passado, foram registrados quatro casos dessa natureza.
Neste ano, a Polícia Militar já atendeu um, mas não passava de boato. Mesmo assim, há necessidade de vigilância constante, explicou o comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar, coronel Francisco de Assis Paiva.
Como o local é utilizado por várias empresas, podem se unir e contratar vigilância. Um profissional de segurança no local evitará a ação dos marginais.
Também será mais fácil para o policiamento ostensivo dar suporte porque, em razão do efetivo, não é possível manter policiais 24 horas naquela área.
Na opinião do presidente da Fundação Cultural de Quixadá, Blasco Monte, a Pedra do Cruzeiro deve ser ocupada o mais rápido possível, com instrumentos públicos. Ele é a favor da remoção das antenas, mas acredita na negociação e viabilidade de um projeto arrojado, com um grande monumento luminoso, representando o cruzeiro ali fincado em meados de 1934, atualmente abandonado como solução para manter as antenas no local.
Audiência
A ideia agora é revitalizar a Pedra do Cruzeiro. A Fundação pretende articular a realização de uma nova audiência pública na Câmara Municipal para discussão do uso legal daquele espaço geográfico. Blasco quer apresentar como proposta a implantação de um teleférico.
O projeto do presidente da Fundação Cultural é similar ao da Afaq. Nele está previsto a construção de uma única torre para as antenas. Nela, as operadoras de telefonia, as emissoras de televisão e as empresas de internet poderão instalar suas repetidoras. A própria estrutura metálica poderá ser estilizada e transformada em um cruzeiro colossal, da altura do Cristo Redentor, um dos mais famosos monumentos do mundo.
"Desta forma, o símbolo histórico responsável pela nominação popular da formação rochosa, será revitalizado", acrescenta ele.
FIQUE POR DENTRO
Formação rochosa é ponto de visitação
Pedra do Cruzeiro é o nome de uma formação rochosa, ou monólito, situado no Centro da cidade de Quixadá. O monólito possuiu altura de 190 metros acima do nível do mar. Recebeu esse nome por conta de uma cruz de concreto erguida no seu topo, no ano de 1934. É muito visitada por turistas, geógrafos e também por moradores locais. De seu topo é possível visualizar grande parte da cidade. Também é apreciada por montanhistas para realização de escaladas. O seu nível é considerado de média dificuldade.
Mais informações
Fundação Cultural de Quixadá
Praça da Cultura, S/N - Centro
(88) 9939.2506; Associação dos Filhos e Amigos de Quixadá (Afaq)
Rua São Paulo, 32,(85) 3254.7168
ALEX PIMENTEL
COLABORADOR