MPCE requer prorrogação de afastamento do presidente da Câmara de Quixadá preso em abril

O vereador foi preso na Operação Casa de Palha que investiga crimes de fraude

O Ministério Público Estadual (MPCE) pediu à Justiça a prorrogação do afastamento das funções públicas do vereador e presidente da Câmara Municipal de Quixadá de Francisco Ivan Benício de Sá por mais 180 dias. Ele foi preso preventivamente em abril deste ano, durante investigações da Operação Casa de Palha contra a existência de crimes de fraude em licitações na Prefeitura e na Câmara Municipal de Quixadá.  

Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, seis mandados de prisão temporária, um mandado de prisão preventiva, dois mandados de intimação do afastamento da função pública, com apreensão de documentos, além de quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico. 

As investigações da operação seguem, assim como a análise da documentação apreendida na operação, podendo gerar a apresentação de novas denúncias. 

Além do vereador, o sócio administrador de uma construtora investigada na operação também permanece preso preventivamente. Os pedidos de liberdade, por meio de habeas corpus, dele e do vereador foram negados pela Justiça. Assim como os pedidos de liminares junto ao junto ao Superior Tribunal de Justiça. 

Até este mês, foram apresentadas sete denúncias criminais. Seis delas tem como alvo o presidente afastado da Câmara de Quixadá, Benício de Sá. 

Segundo o Ministério Público Estadual (MPCE), a Justiça já recebeu parte das referidas denúncias. “A análise da documentação prossegue, com a provável apresentação de novas denúncias”, informa o MPCE. 


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