Julho tem melhor acumulado pluviométrico desde 2017

Ao longo do mês passado, a Funceme registrou 27 milímetros de chuva, o que representa 76% acima da média histórica

O mês de julho terminou com o melhor índice pluviométrico registrado desde 2017, no Ceará. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), foi observado acumulado de 27 milímetros. Para o período, a média histórica no Estado é de 15.4mm. A variação positiva foi de 76%.

Ainda conforme dados da Funceme, julho de 2019 registrou 16.3 mm, ou seja, 5.8% acima do esperado para o período. Já em julho de 2018, ocorreu desvio negativo de 11,6%, com pluviometria de 13.6 mm. No ano de 2017, julho quase dobrou a média do período, quando registrou 30.7mm, que significa um aumento de 99.5% a mais do esperado.

Precipitações no Ceará 

  • Julho de 2017 - 30.7 mm 
  • Julho de 2018 - 13.6 mm
  • Julho de 2019 -  16.3 mm
  • Julho de 2020 - 27.0 mm

Impacto positivo

As chuvas prolongadas no Vale do Jaguaribe e no litoral Leste favoreceram a manutenção da pastagem nativa no campo, ampliando a segurança alimentar do rebanho. No Sertão Central, as precipitações também foram positivas. O diretor do Sindicato Rural de Quixeramobim, Cirilo Vidal, destaca as chuvas contribuíram na " boa alimentação do rebanho”.

O Perímetro Irrigado Jaguaribe – Apodi que fica na área leste, entre o Ceará e o Rio Grande do Norte costuma ser favorecido nos dois primeiros meses pós estação chuvosa (junho e julho) por precipitações oriundas do litoral da região leste do Nordeste. São as chamadas ondas de leste.

“Esse ano foi muito bom. Choveu bem até a primeira quinzena de julho e contribuiu para a safra de grãos de sequeiro”, disse o coordenador da Federação das Associações do Perímetro Irrigado Jaguaribe Apodi (Fapija), Raimundo César dos Santos.

Queda

Para o mês de agosto, a gerente de meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoto, ressalta que a média de precipitações no Estado cai acentuadamente para 4.9 milímetros. “Na primeira semana de agosto permanece a tendência de baixa probabilidade de ocorrência de chuva”, pontuou. 

 

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