Iguatu foi centro de retirantes em busca de socorro
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Redação
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Em “Vida e Morte no Sertão” do historiador Marco Antônio Villa, há amplas narrativas sobre a história das secas no Nordeste, nos séculos XIX e XX. A cidade de Iguatu é citada na obra, em várias ocasiões. Foi centro de retirantes, que vinham em busca de socorro, plantio em vazantes nas lagoas e leito do Rio Jaguaribe. A obra mostra os saques ocorridos nas feiras e no comércio e fala da saída de milhares de pessoas para Fortaleza, São Paulo e Amazônia, nas secas ao longo do século XX.
No livro, “Pena sob luz de lamparina”, o autor, Joaquim Alves de Oliveira, um produtor rural, autodidata, que deixou um diário detalhado sobre os acontecimentos compreendidos entre 1772 e 1943. A obra é rica em detalhe sobre a tragédia das secas.
Considerada a seca que causou mais horror no Ceará, Joaquim Alves, mostra que a estiagem verificada em 1877 a 1889, provocou milhares de mortes e fuga dos sertanejos. “O povo, sem ter o que comer, nem de onde adquirir, abandonava a criação e emigrava sem destino, para o Sul e para o Norte”. Duas irmãs do escritor morreram “quase de fome e foram sepultadas ao pé de uma cruz”.
Sobre a seca de 1915, Joaquim de Oliveira narra que “o povo estava quase desprovido de víveres e de dinheiro, a criação toda se arrasando”. Ele observa que “em Iguatu houve uma fome espantosa”. Joaquim Oliveira fala da seca de 1932, que muito transtorno trouxe para o Município.
No livro, “Pena sob luz de lamparina”, o autor, Joaquim Alves de Oliveira, um produtor rural, autodidata, que deixou um diário detalhado sobre os acontecimentos compreendidos entre 1772 e 1943. A obra é rica em detalhe sobre a tragédia das secas.
Considerada a seca que causou mais horror no Ceará, Joaquim Alves, mostra que a estiagem verificada em 1877 a 1889, provocou milhares de mortes e fuga dos sertanejos. “O povo, sem ter o que comer, nem de onde adquirir, abandonava a criação e emigrava sem destino, para o Sul e para o Norte”. Duas irmãs do escritor morreram “quase de fome e foram sepultadas ao pé de uma cruz”.
Sobre a seca de 1915, Joaquim de Oliveira narra que “o povo estava quase desprovido de víveres e de dinheiro, a criação toda se arrasando”. Ele observa que “em Iguatu houve uma fome espantosa”. Joaquim Oliveira fala da seca de 1932, que muito transtorno trouxe para o Município.