Fiscalização interdita agências de instituições financeiras por aglomeração em Juazeiro do Norte

Unidades descumpriram os decretos estadual e municipal de isolamento social

Pessoas aglomeradas
Legenda: A rua Santa Luzia, no Centro de Juazeiro do Norte, ficou apinhada de clientes das agências
Foto: Vigilância Sanitária

Duas agências das instituições financeiras Bradesco e Crefisa foram interditadas durante 48 horas por gerar aglomeração fora das unidades, na tarde desta terça-feira (8), em Juazeiro do Norte, no interior do Ceará. Ambas são localizadas na rua Santa Luzia, no Centro da Cidade. 

A força-tarefa dos órgãos municipais que fiscaliza o cumprimento dos decretos municipal e estadual para evitar a proliferação da Covid-19 flagrou a rua lotada por clientes das duas empresas. 

Multa

O coordenador da Vigilância Sanitária do município, Everton Alves, informou que as instituições também serão multadas em até R$ 75 mil. “A multa será definida após a conclusão do processo administrativo sanitário”, explica sobre o motivo de o valor ainda não ter sido estipulado. 

Não há, entretanto, prazo para o procedimento ser finalizado. Everton explica que as agências poderão reabrir após as 48 horas, mas mediante análise da fiscalização para saber se foram implementadas as medidas para solucionar o problema.

Empresas são responsáveis

O superintendente geral da Autarquia Municipal de Meio Ambiente de Juazeiro do Norte (Amaju), Eraldo Oliveira, que coordenada todos os órgãos de fiscalização sanitária, destaca que o Ministério Público (MP) determina que as empresas são responsáveis por impedir as aglomerações. 

“O MP possui um termo com os bancos, que diz que eles têm obrigação de organizar também do lado de fora. Dois dias antes, essas agências foram visitadas pela nossa comissão e muito mal recebida”, observa.

“Hoje, foi o limite. A rua estava tão cheia que nem carro passava”, aponta. 

Aglomeração
Foto: Vigilância Sanitária

Eraldo acrescenta que o município realiza visita diárias a supermercados, farmácias, bancos e lotéricas para coibir aglomerações.

O Diário do Nordeste solicitou esclarecimentos às empresas citadas e aguarda retorno.

 

 

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