Figurino é marcado por criatividade

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Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: As roupas são confeccionadas com esmero por mãos habilidosas das costureiras
Foto: Cristiane Vasconcelos

Cristiane Vasconcelos
sucursal Sobral

A tradição pode não ser tão forte como antes, mas muitos foliões não dispensam as fantasias carnavalescas. As opções são as mais variadas e criativas possíveis. Em Sobral, os foliões que optam pela serra ou pela praia já preparam seu figurino especial para os quatro dias. Já quem fica na cidade, tem nas escolas de samba locais a oportunidade de apreciar as fantasias preparadas com esmero pelos próprios integrantes dos grupos carnavalescos. A cada ano, muda-se o tema, mudam-se as fantasias. O que não pode faltar em cada peça é muita cor e brilho. O figurino é feito pelas mulheres das comunidades pertencentes às escolas. A Estação Primeira do Sinhá Sabóia, vice-campeã em 2005, sai este ano com mais de 400 fantasias, entre alas e destaques. No galpão da Escola, o ritmo acelerado neste último mês reúne 12 pessoas dedicadas somente ao preparo dos figurinos. Os cuidados com cada detalhe reflete a preocupação com o bom desempenho da escola no desfile. Há 11 anos desfilando em Sobral, a Estação do Sinhá Sabóia só aproveita cerca de 20% do material utilizado no desfile anterior. O tema este ano é Iracema, de José de Alencar, daí a tendência indígena fortemente representada nas fantasias. Plumas vindas do Rio de Janeiro, paetês e miçangas enfeitam biquínis e saias pelas mãos das bordadeiras e costureiras.

O carnavalesco Maykelly Sousa, que desfila na Escola há oito anos, conta que depois de todo mundo ajudar na confecção, “a gente se empolga demais no desfile”, garante.

Seguindo a direção oposta das escolas de samba, a estudante Leila Sousa, do município de Senador Sá, vem à Sobral todos os anos comprar fantasias para o grupo de cinco amigas que integram o Bloco Boneco. Na única loja da cidade especializada no preparo de fantasias, ela encontra os adereços que faltavam para a “colombina” que usará este ano. Segundo ela, a fantasia já é obrigatória nos carnavais, tradição que não abre mão, lembrando das que “surtiram” bons resultados e das que não renderam o impacto desejado pelas amigas.

A loja de Maria de Jesus Cavalcanti, em Sobral, há 20 anos recebe encomendas para o período momino. A clientela principal, revela, são os estudantes que querem se preparar para festas nas escolas. Além deles, homens, mulheres ou mesmo grupo de amigos que formam blocos, também reservam suas fantasias para brincar o Carnaval, na maioria das vezes, em outras cidades. Ela garante que quem procura sua loja não se decepciona.