Feira digital da agricultura familiar é opção de renda a produtores do Sertão Central

A próxima feira acontecerá nesta quarta (6) e os pedidos podem feitos até amanhã, dia 5

Legenda: As feiras semanais na cidade acontecem às quartas-feiras, no galpão da Feira da Agricultura Familiar. Com a pandemia e decreto estadual que impede o funcionamento de feiras livres, a empresa desenvolveu o projeto virtual
Foto: Foto: Divulgação

Com a baixa nas vendas devido à pandemia de Covid-19, as feiras digitais são alternativas de pequenos produtores rurais no Ceará. Em Quixeramobim, a I Feira Virtual da Agricultura Familiar, organizada pelo Instituto de Arte, Cultura, Lazer e Educação (Iarte), beneficiou cerca de 20 produtores e mais de 50 consumidores de 12 comunidades rurais do município do Sertão Central. Ao todo, o saldo foi de R$ 3 mil em negócios em um único dia. A próxima feira virtual acontece na quarta-feira (6) e os pedidos podem ser feitos pela internet.

Normalmente, o Iarte organiza as feiras semanais na cidade, às quartas-feiras, no galpão da Feira da Agricultura Familiar. Com a pandemia e decreto estadual que impede o funcionamento de feiras livres, a empresa desenvolveu o projeto virtual. “Vem um produtor só para deixar a produção. Os produtos já vem higienizados, a gente lacra e faz a entrega ao comprador", explica Gizélia Ribeiro, diretora do Iarte. "Não estamos cobrando taxa de entrega e o dinheiro das vendas vai todo para os produtores”. 

Pedidos

Os pedidos podem ser feitos, ainda, pelo site do Iarte e a divulgação acontece nas redes sociais durante a semana. “Além de fazer os cadastros e entrega, damos todo o suporte técnico na assistência e precificação dos produtos. Eles sabem o que estão vendendo e o comprador sabe o que está comprando”, ressalta a diretora. O Instituto atende seis municípios com assistência técnica e a feira funciona como a extensão rural do projeto. "Teve produtor que chegou a arrecadar R$ 411 com a venda, coisa que não acontece há um ano”.  

Alan Bezerra da Silva, da comunidade Patos, em Quixeramobim, foi um dos vendedores que participou das vendas no último dia 29. Ele conta com otimismo a oportunidade: “Para os agricultores, que não podem fazer feira pública por conta do coronavírus, foi muito bom. Vendi bastante na feira virtual e quero participar das próximas”.

“Os produtos chegaram em minha casa no mesmo dia, tudo como combinado. Todos de boa qualidade e por um preço justo”, comenta Tássia Gonçalves, compradora que participou da primeira feira online. Ela conta que comprou ovos caipiras, macaxeira e preparou o típico feijão nordestino. Também estiveram disponíveis alimentos como carnes, mel de abelha, bolos, laticínios, pães, doces, cheiro verde, frutas e polpas de frutas.

Investimento

Os produtores são atendidos com assistência técnica e extensão rural do Iarte, com apoio da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) e do Instituto Agropolos do Ceará. “Em tempos de isolamento social, o Governo estimula os agricultores familiares a se valerem da criatividade”, comenta o secretário De Assis Diniz. Na última segunda-feira (27), a SDA lançou o Portal da Agricultura Familiar para venda da produção familiar. 

“A ideia é conseguirmos fazer essa feira virtual em outros municípios”, assegura Gizélia Ribeiro, do Iarte. “Os produtores querem mas temos uma limitação de pessoas para prestar esse serviço”. Segundo ela, cidades como Boa Viagem e Pedra Branca também já demonstraram interesse em desenvolver o projeto virtual. A próxima feira será na quarta-feira e estamos recebendo pedidos até às 13 horas de terça. Os produtos serão entregues até às 7h da quarta. 

Serviço
Catálogo no site 
WhatsApp: (88) 9.8842-1385


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