Dono de caminhão dá marcha à ré e mata funcionário que estava atrás do veículo, em Sobral

O acidente aconteceu nesta segunda-feira (5), por volta das 13h. A mulher da vítima presenciou a morte do próprio marido

Legenda: Claudimir da Silva não resistiu aos ferimentos após ser atingido por caminhão em Sobral, no interior do Ceará.
Foto: Arquivo pessoal

Um motorista morreu após ter sido atropelado pelo próprio patrão que fez uma manobra de ré em um caminhão na localidade de Alto Grande, na zona rural de Sobral. O acidente aconteceu nesta segunda-feira (5), por volta das 13h. A mulher da vítima presenciou a morte do próprio marido.

O dono do caminhão prestou esclarecimentos na Delegacia Regional de Sobral e foi liberado, sendo indiciado por homicídio culposo (quando não há intensão de matar). 

De acordo com a polícia, o caminhão estava estacionado próximo a uma vegetação que estava pegando fogo, e o dono do veículo, patrão da vítima, identificada como Claudimir da Silva, 42 anos, o chamou para que ele tirasse o veículo do local e evitasse que o caminhão fosse atingido pelas chamas. 

Após receber o chamado do patrão, Claudimir foi com a mulher até o local e, chegando lá, foi tentar ajustar a carroceria do caminhão, enquanto o patrão dele estava no controle do veículo. Sem perceber que o funcionário estava atrás, o motorista deu uma ré e acabou atingindo Claudimir, que teve a cabeça imprensada pelo veículo no mesmo momento.

Legenda: Motorista morreu após ter sido atingido por caminhão em manobra no interior do Ceará.
Foto: Mateus Ferreira/SVM

Mulher presenciou o acidente

A dona de casa Antonieta da Costa Gomes, mulher da vítima, relata que após perceber que o marido havia sido atingido pelo caminhão, gritou avisando para o motorista parar o veículo. Após o acidente, ela e o patrão de Claudimir levaram a vítima para o Hospital Regional Norte, em Sobral, mas Claudimir já chegou sem vida.

"Agora eu estou calma à base de calmante, que minhas irmãs estão me dando calmante direto. Mas o que eu vi eu não esqueço nunca, não. Nunca me esqueço do que eu vi. Eu estava do lado dele, não estava com um metro de distância dele. Quando eu vi tudo aquilo, porque ele era tudo para mim. Para onde ele ia, eu ia com ele. Era debaixo de sol, debaixo de chuva, onde ele fosse eu ia com ele", relata Antonieta.

 

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